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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Libélulas: predador natural do Aedes aegypti

As libélulas (Sympetrum sp) são insetos carnívoros da ordem dos odonatos, ocorrendo em quase todos os países do mundo, principalmente nos países tropicais e subtropicais. No Brasil ocorrem 1200 espécies de libélulas diferentes, sendo que no mundo inteiro, são 5,5 mil espécies. Segundo a ciência, esses pequenos seres existem há 300 milhões de ano, ou seja, são anteriores à espécie humana e mais antiga que os dinossauros. 
Como no Brasil tem cerca de 1200 espécies de libélulas, dependendo da região, recebem nomes diferentes como catirina papa-fumo, cavalinho-de-judeu, cavalinho-do-diabo, corta-água, donzelinha, jacina, jacinta, odonata, macaquinho-de-bambá, pito, ziguezague, cabra-cega, libelinha, cambito, canzil, cavalo-de-judeu, cavalo-judeu, lavadeira, lavandeira e ziguezigue. Por seu voo e aparência similar, são chamadas também de helicóptero.
São seres belos e intrigantes desde a antiguidade. Possuem o corpo alongado (entre 2 a 19 centímetros, dependendo da espécie), embora não andem, possuem seis pernas, que são de grande utilidade na captura de suas presas. Possuem cores variadas, asas longas e semitransparentes, são ágeis, tem os olhos grandes e são predadores eficazes, conseguindo atacar suas presas em pleno voo, com extrema precisão. Conseguem alçar voo sem precisar de impulsão de forma imediata, podendo alcançar entre 80 a 100 km por hora, com suas asas batendo 50 vezes por segundo. Sua visão tem um ângulo de 360 graus e graças a isso, conseguem identificar suas presas com facilidade.
São vorazes na alimentação, chegando a comer o equivalente a 14% de seu peso, apenas num único dia. Na fase de larvas, a sua cadeia alimentar natural das libélulas são pequenos insetos, filhotes de peixes, girinos e outras larvas, mas também, tem como predadores, os sapos, peixes maiores e pássaros. Na fase adulta, já com asas e na condição de insetos, tem como predadores as aranhas, louva-deuses e pássaros.
 As libélulas se alimentam de pequenos peixes, mosquitos e larvas do pernilongo comum e do Aedes aegypti. Uma única libélula adulta pode consumir até 600 mosquitos do Aedes aegypti em apenas 24 horas, por exemplo. Concentram-se em seu habitat natural, que são imediações de água parada em lagoas, regiões de pântanos, beira de rios ou poças d´água limpa. Quando existem condições de sobrevivência nas cidades, como córregos e lagoas urbanas, podem ser vistas nesses locais ou em busca de suas presas. São bastante úteis no controle da população de mosquitos e larvas, tanto na zona rural como na zona urbana, mantendo o equilíbrio ecológico em seu habitat, ajudando a evitar doenças como a dengue, febre amarela, malária e outras doenças causadas pelos mosquitos, já que são os predadores naturais dos mosquitos causadores dessas doenças. 
 As libélulas são vitais para o ecossistema e hoje é um dos grandes aliados do homem no combate a proliferação do mosquito causador da dengue, já que é o seu único predador.
A diminuição da população de libélulas seria um grande risco para o equilíbrio ecológico de seu habitat e também para a saúde humana. Não existe fórmula para atrair as libélulas, embora existam estudos que afirmam que uma planta de nome crotalária, atrai as libélulas, o que nada foi comprovado ainda. O concreto é que as libélulas são atraídas pelas condições de se desenvolver e procriar, em seu habitat natural formado por água parada nas beiras de lago, córregos e rios, poças de água e áreas pantanosas, apenas isso. 
(Por Arnaldo Silva, com fotografias de Nicodemos Rosa em Pitangui MG, exceto primeira foto, de autoria de Arnaldo Silva)

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