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quarta-feira, 1 de abril de 2020

A Joaninha é um importante inseticida natural

Esse pequeno inseto, com o corpo redondo e colorido, sempre atraiu a atenção do mundo há séculos, por sua delicadeza, beleza, utilidade para o meio ambiente e pelo folclore popular, que para muitos, encontrá-la ou tê-la por perto é vista como sinal de sorte e felicidade. Estamos falando da Joaninha, nome popular dos insetos coleópeteros, pertencente à família Coccinellidae.
Estes seres dioicos, ou seja, existem macho e fêmea, tem muitas curiosidades. Cada fêmea pode fecundar várias vezes em seu ciclo de vida, colocando entre 10 a 1000 ovos. Suas larvas são minúsculas, menos de 1 mm e sua aparência lembra um jacarezinho. As fêmeas se diferenciam dos machos pelo tamanho e cores diferentes. Elas são maiores que os machos. O ciclo de vida natural da joaninha (ovo, larva, pupa e adulto) é em média 180 dias. Outra característica da joaninha é sua forma se defender dos seus predadores naturais. Quando se sente ameaçada, ela solta um líquido amarelo com cheiro desagradável, que afasta os predadores. Quando voam, batem as asas 85 vezes por segundo. A joaninha mais comum que temos no Brasil é esta da foto acima, do Jad Vilela, a Cycloneda sanguínea. 
          São de grande importância para o meio ambiente, principalmente na agricultura já que as joaninhas são predadores vorazes e atuam no controle de pragas. A maioria das joaninhas se alimenta de ovos, larvas e insetos invertebrados, em sua maioria nociva às plantas e que causam grandes estragos em lavouras como moscas da fruta, cochonilhas, ácaros e principalmente os pulgões, insetos que aparecem sempre nas hortas e nas grandes plantações. Os pulgões perfuram os tecidos vegetais das plantas e sugam sua seiva, causando muitos prejuízos às lavouras, hortas e jardins. Por isso a importância das joaninhas. Elas devoram os pulgões rapidamente. (foto acima e abaixo de Jad Vilela)
          Por esse motivo é que são grandes parceiras dos agricultores, principalmente os que produzem alimentos orgânicos, sem agrotóxicos, que tem nas joaninhas um dos parceiros no controle de pragas. Há outras espécies de joaninhas que se alimentam de folhas, pólen, mel e também de fungos, mas essas herbívoras são bem poucas. No mundo, são cerca de cinco mil espécies de joaninhas existentes. 
          Há tempos atrás as joaninhas eram vistas constantemente nos jardins e hortas, hoje quase não são vistas. Queimadas, desmatamentos e uso intensivo de agrotóxicos nas lavouras são motivos que vem afastando as joaninhas das lavouras. Das cidades, a poluição ambiental contribui para seu afastamento dos jardins e hortas. 
          Mas tem outro motivo maior. É essa joaninha da foto acima e na foto abaixo, de autorias de Jad Vilela, a Harmonia axiridis. Essa espécie de joaninha é nativa da Ásia e se alimentam também de pulgões, cochonilhas e psilídeos, mas também das larvas das joaninhas. São vorazes, maiores e se alimentam quatro vezes mais que as joaninhas comuns, têm o corpo vermelho, com pintas e a cabeça se difere das demais por ser mais branca. Pra se ter ideia da voracidade dessa espécie, ela chega a comer entre 15 a 65 pulgões num único dia.
          Por serem vorazes no ataque a pragas, foram introduzidas na Europa e América do Sul e por não pertencerem ao bioma local vem causando enorme desequilíbrio ecológico. Embora as joaninhas não estejam ainda na lista de extinção, se algo não for feito, isso pode ocorrer, já que a espécie asiática não tem predador natural, por não ser nativa e ao se alimentar das larvas das joaninhas, vem causando desequilíbrios ecológicos, reduzindo drasticamente a população de joaninhas nativas, sendo inclusive, em alguns países europeus, considerada praga. (Por Arnaldo Silva, com fotografias de Jad Vilela de Divinópolis MG)

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