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domingo, 26 de abril de 2020

Toranja: benefícios e contra indicações

Conhecida também por laranja-melancia, jamboa, pamplemussa, laranja vermelha, laranja moro, laranja-romã e grapefruit em inglês, a Citros X paradisi é uma fruta originária do cruzamento do pomelo (Citrus máxima) com a laranja (Citrus x sinensis). É uma planta híbrida cuja altura chega a 5 metros, com folhas verde-escuras e alongadas. Suas flores são brancas com quatro pétalas. 
          Seu fruto possui grande valor nutricional e medicinal. Rica em potássio, fibras, proteínas, vitamina C e gordura boa, a fruta possui ação estimulante, adstringente, aromática, tônica, depurativa, antisséptica e digestiva.
          A toranja tem o diâmetro variando entre 10 a 15 centímetros e aparência achatada. Sua casca é amarela e polpa rosada, podendo ainda ser branca, tinta e com doçuras diferentes, dependendo do cultivo. Os gomos da espécie tem a suculência parecida com a da laranja comum, sendo um pouco mais ácida, mas com sabor agradável. 

          Na medicina popular a fruta, bem como as sementes e folhas, são usadas em forma de chás e sucos no combate a falta de apetite e depressão; a melhorar a circulação sanguínea; ajudar a eliminar cálculos biliares; contribuir para a eliminação de espinhas e oleosidade da pele; no combate a gripes, resfriados, dor na garganta, além de ajudar na digestão.
          A fruta é mais utilizada para doces, compotas, no preparo de bolos e suco que é muito refrescante e nutritivo. Para fazer o suco, basta pegar 2 toranjas descascada, 1 copo de água e mel a gosto, bater tudo no liquidificador, coar e beber. Simples.
Pra fazer o doce da toranja, que vê na foto acima, você vai precisar de:
. 1 toranja bem grande
. 1 kg de açúcar
. 1 litro e meio de água
. Cravo ou canela a gosto
Modo de preparo
- Descasque a toda a laranja, retire o bagaço e corte as cascas em fatias
- Coloque em uma panela grande com água, até levantar fervura
Repita o processo 3 a 4 vezes que é para retirar o amargo
- Depois disso, coloque na panela 1,5 litros de água e o açúcar, deixe ferver até ficar uma calda grossa.
- Acrescente os pedaços da laranja e deixe ferver.
- Coloque os pedaços da laranja e deixe ferver
- Quando estiver quase seco, coloque água quente aos poucos até que o doce fique douradinho.
- Nesse ponto, o doce já está pronto para servir.           Mas nem todos podem consumir essa espécie de laranja. Quem faz uso de medicamentos contínuos, como por exemplo, remédios com terfenadina, como o medicamento Teldane, usado no tratamento de alergias dermatológicas e rinites, deve evitar a fruta, já que ela potencializa os efeitos desse medicamento e de vários outros medicamentos, podendo causar sérias consequências à saúde. Caso tenha a toranja em seu quintal ou tenha oportunidade de experimentar a fruta e seus derivados, e faça uso de remédios contínuos ou controlados, não consuma a fruta ou seus derivados antes de consultar seu médico.
(Por Arnaldo Silva, com fotografias de Nilza Leonel em Vargem Bonita MG)

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Umbigo de bananeira: usos e benefícios

A bananeira (Musa paradisíaca) sempre esteve presente nos quintais mineiros, não só pelo seu fruto, a banana, mas também pelo o umbigo, aquele ponto roxo no fim dos cachos da bananeira. Muito popular em Minas, a iguaria é bem pouca conhecida no Brasil e até ignorado, o umbigo da bananeira sempre esteve presente na nossa culinária e também na medicina popular. O umbigo da bananeira é um alimento, ou melhor, é um superalimento. Por seus benefícios para a saúde, é considerada uma Planta Alimentícia Não Convencional (PANC)
A parte comestível do umbigo da bananeira é a parte interna, retirando a parte vermelho-roxa, fica a parte branca, a parte que é comestível e usada na medicina popular. Seu gosto é bem amargo e tem a textura que lembra a do palmito. (foto acima e abaixo de Eliane Torino)

          O umbigo de bananeira possui gorduras boas, flavonoides antioxidantes e ácidos. É rico em fibras, proteínas e minerais como o magnésio, além de grandes quantidades de nutrientes e carboidratos, que nutre e ajudam a saciar a fome.
           Na medicina popular, o umbigo de bananeira é largamente usado no combate a úlceras, anemias, prisão de ventre, diminuição da pressão arterial e no combate a doenças respiratórias como bronquite e asma, por exemplos. Para combater essas doenças o uso do umbigo da bananeira é em forma de xarope. (foto abaixo de Maria Mineira)
A receita desse xarope é:
Ingredientes 

. 1 umbigo de bananeira tamanho médio, sem a parte vermelho-roxa, cortado em fatias bem fininhas.
. 1 rapadura raspada até que parece uma farofa.
Modo de fazer: 
- Numa vasilha ou travessa coloque um pouco do umbigo cortado, cubra com a farofa da rapadura, coloque outra camada do umbigo, cubra com mais farofa de rapadura e assim sucessivamente.
- Quando terminar as camadas, cubra com um pano e deixe descansando por 24 horas. Nesse tempo, as fatias do umbigo desprenderão água, bem como a rapadura derreterá.
- Por fim, coe o xarope e tome três vezes ao dia. Além de ser uma ajuda no combate a doenças respiratórias, o xarope é muito bom e nutritivo, amarga um pouco, mas é bom.
A melhor forma de consumir o umbigo da bananeira e absorver seus nutrientes é refogado.(na foto abaixo de Maria Mineira)
Como preparar refogado de umbigo de bananeira
Ingredientes 

. 2 umbigos de bananeira
. 2 dentes de alho
. 1 cebola grande cortada em rodelas xícara finas
. Óleo e sal a gosto
. Caldo de 1 limão
. 1 tablete de caldo de carne
. Pimenta-de-bode e cheiro verde à vontade
Modo de fazer 
- Retire as primeiras folhas, pois são duras.
- Corte o umbigo em rodelas bem finas.
- Coloque tudo que cortou em uma panela com água e o caldo de um limão no fogo para ferver.
- Repita esse processo pelo menos mais duas vezes para retirar o amargo do umbigo.
- Depois pegue uma panela coloque o óleo, o alho amassado e quando fritar coloque o umbigo escorrido, acrescente a cebola para cozinhar junto no final.
- Mexa e coloque o caldo de carne e o sal.
- Tampe a panela e deixe cozinhar por uns 15 minutos e está pronto para ser servido com arroz branco, carne, frango, recheios de tortas e pastéis. 

(Por Arnaldo Silva)

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Framboesa-silvestre: origem e benefícios para a saúde

Conhecida por Amora-silvestre, Moranguinho-silvestre, Framboesa-vermelha, Amora-do-mato, Amora-brava, Amora-de-espinho, Moranguinho-do mato, Framboesa-do-campo, Capinuríba, Rosa-canmina, Amora-vermelha e Rosa-selvagem é um arbusto frutífero que mede entre 1,2 a 1,8 metros de altura. A espécie foi inserida em no Brasil, se adaptando bem as regiões Sul e Sudoeste brasileiro, já que a planta prefere climas amenos e não tolera climas secos e quentes. Sua disseminação é garantida pelos pássaros, morcegos e esquilos que apreciam muito seus frutos e assim espalham as sementes pelas matas e pela facilidade de se disseminar, germinam fácil. 
Por ser fácil de ser encontrada nessas regiões brasileiras, é tida como planta nativa, devido à disseminação espontânea nessas regiões, sendo comum em nossas matas. Mas a Amora-silvestre não é nativa do Brasil, foi introduzida no país. É nativa da África, Oceania e Ásia. Pertence a família das Rosáceas. Seu nome científico é Rubus rosifolius. 
A Rubus rosifolius produz frutos saborosos e muito nutritivos podendo ser comidos in natura ou em forma de sucos, saladas, bolos, doces, tortas, sorvetes, caldas ou geleias. Seus frutos são usados também na decoração de pratos, já que seus frutos são bem atrativos. 
É uma fruta de alto valor nutricional com funções antioxidantes, rica em vitamina C, fibra, potássio, ácido fólico. Esses nutrientes presentes na framboesa-silvestre ajudam no desenvolvimento do bebê, durante a gravidez, a combater a degeneração muscular, a eliminar rugas, a prevenir câncer, a melhorar o sistema imunológico, a emagrecer e na Melhora no intestino e no sistema digestivo em geral. Apreciem a Framboesa-silvestre!  
Por Arnaldo Silva, com fotografias de Jerez Costa em Baependi MG

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Cagaita: o fruto da cagaiteira

A Cagaiteira (Stenocalyx dysentericus (DC.) é uma das mais importantes árvores do Cerrado, encontrada nos estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Piaui, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia. Seu fruto, a cagaita pertence à família Myrtaceae que faz parte a jabuticaba, goiaba, jambo e araçás.
A árvore é de pequeno porte, podendo chegar a 8 metros de altura. Possui copa densa, tronco tortuoso, casca bem grossa e fissurada. Sua florada é densa, sem folhas praticamente e suas flores em tons amarelo bem claro, quase brancas, atraem polinizadores. Sua florada belíssima. 
Acontece entre agosto e setembro. Por sua beleza similar aos dos ipês brancos, é usada também na arborização urbana em praças e jardins. A florada da cagaiteira dura entre 20 a 30 dias. Após a florada, surgem os frutos, quando maduros, tem a cor amarelo bem intenso, ficando árvore fica praticamente tomada de frutos. 
A Cagaita é um pouco maior que a jabuticaba, tem o cheiro suave, polpa suculenta e quatro sementes. Seu fruto é usado na alimentação na forma de sucos, geleias, licores e sorvetes.
In natura pode ser consumida, mas com cautela. Isso porque seu fruto, principalmente os que caem do pé, quando aquecidos pelo sol, fermentam, tendo efeito laxante. Se ingeridos em grandes quantidades, podem provocar diarreias e até tonturas. Um dos motivos do nome da planta e fruta é exatamente esse. Os animais também sofrem esses efeitos laxantes, quando comem os frutos no chão. Pegar o fruto maduro no pé, pela manhã ou no fim da tarde, sem os efeitos de fermentação do sol, não há problemas. Por ter um sabor adocicado e pouco ácido, não é recomendável comer em grandes quantidades in natura. 
É uma fruta nutritiva, rica em vitamina C e antioxidante, energética e de baixo teor calórico. (Texto e fotografias de Arnaldo Silva)

terça-feira, 7 de abril de 2020

O araticum na culinária e medicina popular

Conhecido em outras regiões por marolo, cabeça-de-negro, articun, panã, pinha, ata, araticum-do-cerrado ou simplesmente araticum. Seu nome real é Annona crassiflora,  e as denominações acima são populares, de acordo com a região. Todos os nomes estão certos para a Annona crassiflora, já que são denominações regionais. É uma fruta da família Annonaceae, nativa do Cerrado Brasileiro. (Foto abaixo de Arnaldo Silva)
O nome da fruta, araticum é de origem tupi e significa “árvore rija e dura, fruto do céu saboroso ou fruto mole”. O araticunzeiro é uma árvore de pequeno porte, podendo atingir até 8 metros. Sua florada, em setembro atrai polinizadores como besouros. Os frutos surgem entre dezembro a março e dependendo da região, como no Centro Oeste Mineiro, cada fruto pode pesar até 2 kg. Nos meses de sua frutificação, a fruta é largamente encontrada à venda na beira das estradas do Norte de Minas.
É uma fruta saborosa, coberta por uma casa marrom, cheiro forte. Quando madura, a polpa fica polpa amarelada, arenosa, doce, macia e cheia de sementes pretas. O araticum possui antioxidantes e ajuda na prevenção de doenças degenerativas, além de ser rico em vitaminas A, C, B1 e B2, além de conter ferro, potássio e cálcio. 
É apreciado in natura e também na culinária em forma de sucos, licores, bolos, geleias, biscoitos, doces, compotas e sorvetes. 
Suas folhas são usadas na medicina popular em forma de chá para ajudar no combate a diarreia, úlceras, cólicas, reumatismo e até no combate ao câncer de pele. (foto acima de Luci Silva e na foto abaixo de Eduardo Gomes, colheita de araticum na zona rural de Montes Claros MG)
Como todas as espécies do Cerrado, o araticunzeiro vem sendo reduzido em seu bioma natural devido o desmatamento, queimadas, chacreamentos e loteamentos. É preocupante que arrancam as plantas e não repõem. O agravante é o fato de a planta ser de difícil germinação. Em Cada 10 sementes de araticum, apenas três germinam, num tempo de 350 dias mais ou menos, levando décadas para chegar à fase adulta. Por isso é importante preservamos os araticunzeiros que existem para que a espécie não desapareça de vez de nosso Cerrado. (Por Arnaldo Silva)

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Libélulas: predador natural do Aedes aegypti

As libélulas (Sympetrum sp) são insetos carnívoros da ordem dos odonatos, ocorrendo em quase todos os países do mundo, principalmente nos países tropicais e subtropicais. No Brasil ocorrem 1200 espécies de libélulas diferentes, sendo que no mundo inteiro, são 5,5 mil espécies. Segundo a ciência, esses pequenos seres existem há 300 milhões de ano, ou seja, são anteriores à espécie humana e mais antiga que os dinossauros. 
Como no Brasil tem cerca de 1200 espécies de libélulas, dependendo da região, recebem nomes diferentes como catirina papa-fumo, cavalinho-de-judeu, cavalinho-do-diabo, corta-água, donzelinha, jacina, jacinta, odonata, macaquinho-de-bambá, pito, ziguezague, cabra-cega, libelinha, cambito, canzil, cavalo-de-judeu, cavalo-judeu, lavadeira, lavandeira e ziguezigue. Por seu voo e aparência similar, são chamadas também de helicóptero.
São seres belos e intrigantes desde a antiguidade. Possuem o corpo alongado (entre 2 a 19 centímetros, dependendo da espécie), embora não andem, possuem seis pernas, que são de grande utilidade na captura de suas presas. Possuem cores variadas, asas longas e semitransparentes, são ágeis, tem os olhos grandes e são predadores eficazes, conseguindo atacar suas presas em pleno voo, com extrema precisão. Conseguem alçar voo sem precisar de impulsão de forma imediata, podendo alcançar entre 80 a 100 km por hora, com suas asas batendo 50 vezes por segundo. Sua visão tem um ângulo de 360 graus e graças a isso, conseguem identificar suas presas com facilidade.
São vorazes na alimentação, chegando a comer o equivalente a 14% de seu peso, apenas num único dia. Na fase de larvas, a sua cadeia alimentar natural das libélulas são pequenos insetos, filhotes de peixes, girinos e outras larvas, mas também, tem como predadores, os sapos, peixes maiores e pássaros. Na fase adulta, já com asas e na condição de insetos, tem como predadores as aranhas, louva-deuses e pássaros.
 As libélulas se alimentam de pequenos peixes, mosquitos e larvas do pernilongo comum e do Aedes aegypti. Uma única libélula adulta pode consumir até 600 mosquitos do Aedes aegypti em apenas 24 horas, por exemplo. Concentram-se em seu habitat natural, que são imediações de água parada em lagoas, regiões de pântanos, beira de rios ou poças d´água limpa. Quando existem condições de sobrevivência nas cidades, como córregos e lagoas urbanas, podem ser vistas nesses locais ou em busca de suas presas. São bastante úteis no controle da população de mosquitos e larvas, tanto na zona rural como na zona urbana, mantendo o equilíbrio ecológico em seu habitat, ajudando a evitar doenças como a dengue, febre amarela, malária e outras doenças causadas pelos mosquitos, já que são os predadores naturais dos mosquitos causadores dessas doenças. 
 As libélulas são vitais para o ecossistema e hoje é um dos grandes aliados do homem no combate a proliferação do mosquito causador da dengue, já que é o seu único predador.
A diminuição da população de libélulas seria um grande risco para o equilíbrio ecológico de seu habitat e também para a saúde humana. Não existe fórmula para atrair as libélulas, embora existam estudos que afirmam que uma planta de nome crotalária, atrai as libélulas, o que nada foi comprovado ainda. O concreto é que as libélulas são atraídas pelas condições de se desenvolver e procriar, em seu habitat natural formado por água parada nas beiras de lago, córregos e rios, poças de água e áreas pantanosas, apenas isso. 
(Por Arnaldo Silva, com fotografias de Nicodemos Rosa em Pitangui MG, exceto primeira foto, de autoria de Arnaldo Silva)

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Os benefícios do pequi para a saúde

Muito utilizado na culinária do Norte de Minas, Nordeste e Centro Oeste do Brasil, o pequi é a principal fruta do Cerrado, segundo maior bioma do Brasil com 1,5 milhão de km² abrangendo 57% do território mineiro, os estados do Brasil Central (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal), além de ocupar parte de São Paulo, Paraná, Tocantins, Bahia, Maranhão e Piauí. 
          O pequizeiro (na foto acima de Wilson Fortunato) é uma árvore frutífera e oleaginosa, de médio porte, podendo chegar até 12 metros e é uma das espécies mais ameaçadas no Cerrado devido a queimadas, desmatamentos e uso de sua madeira na construção civil, complicando mais ainda o tempo de reposição da planta, que tem um crescimento lento e reprodução mais demorada. São poucas as sementes que germinam e mesmo assim o tempo de germinação é longo, em média 12 meses. Por isso que se faz necessário preservar a espécie.
          O fruto do pequi é fica envolto a uma casca de cor verde escura (foto acima de Manoel Freitas). Em seu interior, ficam os frutos, que podem ser de 4 até 10 frutos. Tem a coloração amarela, um cheiro bastante forte e inconfundível.
          Dentro do caroço há uma castanha protegida por espinhos. Ao comer pequi, deve-se tomar muito cuidado com esses espinhos. 
          O povo do Cerrado sabe que pequi não se mastiga, se rói, justamente para evitar os espinhos. Esses espinhos ajudam na preservação da espécie evitando a presença de roedores como os ratos do campo, antas, capivaras. Se o fruto não tivesse essa proteção de espinhos, raramente veríamos os frutos do pequizeiro e sua germinação se tornaria mais difícil ainda.
           O fruto do pequizeiro (foto acima de Edson Borges) é formado pela polpa que o envolve e o caroço, que é a castanha. É um dos mais ricos alimentos dos povos do Cerrado, já que a fruta é rica em vitaminas A, C e E, betacaroteno, fibras, potássio e gorduras saudáveis e tem propriedades cicatrizantes, digestivas e anti-inflamatórias. Ajuda a elevara imunidade, a melhorar a visão, a pele, a saúde capilar, contribui bastante para a redução do colesterol ruim, combate o envelhecimento precoce, além de ser importante para diminuir os radicais livres.
           Da polpa do pequi, a castanha (foto acima de Manoel Freitas) , se extrai óleo, que é rico em vitaminas A e E. Este óleo substitui o óleo comum, usado na cozinha, como o óleo de soja, no preparo de comidas. O óleo do pequi é usado também na indústria de cosméticos em xampus e hidratantes para a pele. As cascas do fruto do pequi são usadas na medicina popular em forma de chá por conter propriedades febrífuga e suas folhas são usadas para limpar e desintoxicar o fígado. 
          A castanha também pode ser consumida in natura, mas para isso tem que ter uma técnica para retirá-la, já que, como foi dito, ela é toda envolta em espinhos. O correto seria secar ao sol as sementes por uns 3 dias e torrá-la. Assim vai retirando a polpa até conseguir a castanha. Devido a essas dificuldades para retirá-la, a castanha do pequi é pouco consumida, mesmo sendo rica em nutrientes. 
          O pequi pode ser consumido in natura, em doces, compotas, geleias, licores, em forma óleo, farinha e também no preparo de pratos salgados com arroz, carne e frango. (foto acima de Edson Borges)
          Outro detalhe que chama a atenção nos pequizeiros são suas flores. São belíssimas, delicadas, leves, brancas e atraem polinizadoras. (Por Arnaldo Silva)

quarta-feira, 1 de abril de 2020

A Joaninha é um importante inseticida natural

Esse pequeno inseto, com o corpo redondo e colorido, sempre atraiu a atenção do mundo há séculos, por sua delicadeza, beleza, utilidade para o meio ambiente e pelo folclore popular, que para muitos, encontrá-la ou tê-la por perto é vista como sinal de sorte e felicidade. Estamos falando da Joaninha, nome popular dos insetos coleópeteros, pertencente à família Coccinellidae.
Estes seres dioicos, ou seja, existem macho e fêmea, tem muitas curiosidades. Cada fêmea pode fecundar várias vezes em seu ciclo de vida, colocando entre 10 a 1000 ovos. Suas larvas são minúsculas, menos de 1 mm e sua aparência lembra um jacarezinho. As fêmeas se diferenciam dos machos pelo tamanho e cores diferentes. Elas são maiores que os machos. O ciclo de vida natural da joaninha (ovo, larva, pupa e adulto) é em média 180 dias. Outra característica da joaninha é sua forma se defender dos seus predadores naturais. Quando se sente ameaçada, ela solta um líquido amarelo com cheiro desagradável, que afasta os predadores. Quando voam, batem as asas 85 vezes por segundo. A joaninha mais comum que temos no Brasil é esta da foto acima, do Jad Vilela, a Cycloneda sanguínea. 
          São de grande importância para o meio ambiente, principalmente na agricultura já que as joaninhas são predadores vorazes e atuam no controle de pragas. A maioria das joaninhas se alimenta de ovos, larvas e insetos invertebrados, em sua maioria nociva às plantas e que causam grandes estragos em lavouras como moscas da fruta, cochonilhas, ácaros e principalmente os pulgões, insetos que aparecem sempre nas hortas e nas grandes plantações. Os pulgões perfuram os tecidos vegetais das plantas e sugam sua seiva, causando muitos prejuízos às lavouras, hortas e jardins. Por isso a importância das joaninhas. Elas devoram os pulgões rapidamente. (foto acima e abaixo de Jad Vilela)
          Por esse motivo é que são grandes parceiras dos agricultores, principalmente os que produzem alimentos orgânicos, sem agrotóxicos, que tem nas joaninhas um dos parceiros no controle de pragas. Há outras espécies de joaninhas que se alimentam de folhas, pólen, mel e também de fungos, mas essas herbívoras são bem poucas. No mundo, são cerca de cinco mil espécies de joaninhas existentes. 
          Há tempos atrás as joaninhas eram vistas constantemente nos jardins e hortas, hoje quase não são vistas. Queimadas, desmatamentos e uso intensivo de agrotóxicos nas lavouras são motivos que vem afastando as joaninhas das lavouras. Das cidades, a poluição ambiental contribui para seu afastamento dos jardins e hortas. 
          Mas tem outro motivo maior. É essa joaninha da foto acima e na foto abaixo, de autorias de Jad Vilela, a Harmonia axiridis. Essa espécie de joaninha é nativa da Ásia e se alimentam também de pulgões, cochonilhas e psilídeos, mas também das larvas das joaninhas. São vorazes, maiores e se alimentam quatro vezes mais que as joaninhas comuns, têm o corpo vermelho, com pintas e a cabeça se difere das demais por ser mais branca. Pra se ter ideia da voracidade dessa espécie, ela chega a comer entre 15 a 65 pulgões num único dia.
          Por serem vorazes no ataque a pragas, foram introduzidas na Europa e América do Sul e por não pertencerem ao bioma local vem causando enorme desequilíbrio ecológico. Embora as joaninhas não estejam ainda na lista de extinção, se algo não for feito, isso pode ocorrer, já que a espécie asiática não tem predador natural, por não ser nativa e ao se alimentar das larvas das joaninhas, vem causando desequilíbrios ecológicos, reduzindo drasticamente a população de joaninhas nativas, sendo inclusive, em alguns países europeus, considerada praga. (Por Arnaldo Silva, com fotografias de Jad Vilela de Divinópolis MG)

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