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terça-feira, 31 de março de 2020

Não devemos entrar com sapatos dentro de casa

Quando eu chego do trabalho em casa, a primeira coisa que eu faço, antes de entrar dentro pela porta é tirar os sapatos. Coloquei um sapateiro na varanda, ao chegar, tiro e pulverizo a sola dos sapatos com água misturada com um pouco de água sanitária e guardo na sapateira. Os sapatos ficam na varanda, não entram em casa. Coloco um chinelo para entrar, que fica também guardado na varanda para isso. 
          Faço isso há anos. Para muitos pode ser paranoia, frescura, exagero, chatice, mas não é não. É cuidado comigo e principalmente com minha família.
          Essa prática não é de agora, é tradição milenar em países da Ásia, Oriente Médio, bem como em vários países Européus.
          E você que está lendo essa matéria, devia fazer o mesmo. Tire os sapatos quando vier da rua. Os orientais por exemplo fazem isso há milhares de anos, com certeza tem motivos para agirem assim. E motivos convincentes.
          Imagina você no seu dia a dia, no trabalho, andando nas ruas, visitando shoppings, supermercados, parques, etc.
          Nas calçadas e ruas transitam milhares de pessoas por dia. Muitas dessas pessoas escarram ou cospem no chão. Fezes e urina humana são encontradas nas ruas e principalmente de cães que é mais frequente. Nas ruas e calçadas se concentram os poluentes das cidades grandes, pó de asfalto e o lixo jogado nas ruas que é constantemente visitado por moscas, baratas e ratos.
          Fora das ruas, você frequenta banheiros de shoppings, rodoviárias, aeroportos, restaurantes ou mesmo do seu local de trabalho. Você acha que o assento sanitário é limpinho? E o chão? No mínimo, respingo de urina irá encontrar e pisará nesse chão. Assim já estará levando bactérias presentes na urina na sola de seus sapatos. Em um banheiro público, com grande frequência de usuários, tipo de rodoviárias, pode se concentrar cerca de dois milhões de bactérias.
          E você pisa em cima disso tudo e a sujeira, mesmo que não veja, fica impregnada na sola de seus sapatos. São milhões de bactérias que você carrega nos seus sapatos e leva para a casa.
          Pior ainda se você tiver filhos pequenos em casa. Crianças adoram engatinhar no chão e às vezes colocam a mão na boca e nos olhos. Imagina seu filho brincando no chão onde você pisou com os sapatos que você usou na rua?
          Segundo dados científicos, em um par de sapatos, podem concentrar milhares de bactérias perigosas à saúde humana, podendo causar várias doenças como diarreia, pneumonia, infecção respiratória, problemas intestinais, etc. As bactérias mais comuns presentes nos solados dos sapatos são as Clostridium difficile, que além de nocivas à saúde pública, são bastante resistentes a antibióticos.
          Deu para entender a sabedoria milenar Oriental?  Entrar em casa sem os sapatos que usou na rua é importante e não é frescura. É sabedoria e simplesmente questão de higiene e cuidado com sua saúde e bem estar de seus entes queridos.
          Comece a pensar em adotar essa prática dentro de sua casa e sempre que possível, desinfete o lugar que guarda seus sapatos, bem como os tapetes que estejam em sua varanda. Vai ser bom para você e sua família. 

(Texto e fotografia de Arnaldo Silva)

segunda-feira, 30 de março de 2020

Ameixa-amarela: origem e benefícios para a saúde

Néspera, conhecida em Minas por Ameixa-amarela (Eriobotrya japônica), apesar do nome científico, é uma planta nativa do sudeste da China. É uma árvore de médio porte, podendo chegar até 10 metros de altura. Suas folhas são verde-escuras e borda serrilhada. Sua florada se estende do inverno até o início da primavera e suas flores são pequenas, brancas, perfumadas e atraem abelhas para polinização.           
          Em Minas Gerais é conhecida somente por Ameixa-amarela, em qualquer região do Estado. Em outros estados seu nome mais popular é Nêspera, Nespereira, Ameixa-americana, Ameixa-japonesa, Ameixa-do-Japão, Ameixa-do-pará, Ameixeira-japonesa e Magnório em Portugal. Nenhum desses nomes é usado em Minas Gerais e sim Ameixa-amarela. 
          Seu fruto é amarelo e seco. Possui alto teor de açúcar, pectina, além de acidez. Pode ser consumido in natura, em saladas de frutas ou na produção de tortas, licores, vinhos, doces, compotas, geleias. 
          Suas folhas em forma de chá e frutos in natura ou preparados na cozinha, segundo a medicina chinesa, possui propriedades medicinais. É expectorante, hipoglicemiante, antidiarreica e estomáquica. O chá das folhas da Ameixa-amarela combate gripes, dores de garganta, resfriados, diarreias, laringite, além de auxiliar no controle da diabetes. Já o consumo do fruto, ajuda na digestão e funcionamento do intestino, além de ajudar na eliminação de toxinas e fortalecer o sistema imunológico. 
          É muito comum em Minas e no Brasil, cultivada em quintais, praças, calçadas e canteiros centrais. Além disso, é plantada em grande escala, para venda comercial. Atualmente, o Japão é o maior produtor mundial da fruta, seguido por Israel e em terceiro, o Brasil. (Texto e fotografias de Arnaldo Silva)

terça-feira, 17 de março de 2020

Substitua o pão pela mandioca

(Por Arnaldo Silva) A receita de pão existe há mais de 6 mil anos, só não é mais antiga que a receita de queijo. Todos comem pão com manteiga e aquele delicioso cafezinho, indispensável no café da manhã para a maioria. A receita do pão é básica: farinha de trigo, água, sal e fermento. Ai vem a criatividade do padeiro. Existem tantos pães, com tantos acréscimos nas receitas que a dúvida é escolher. 
          O imbatível na preferência é sem dúvida o Pão Francês, que na verdade não é francês, é brasileiro. Sua origem é do século passado, quando brasileiros visitaram a França e experimentaram pães franceses, trazendo uma das receitas francesas e passaram para os padeiros brasileiros. Estes fizeram um pão ao seu entender, mas totalmente diferente do pão original, mas muito bom e crocante, que caiu no gosto de todo o brasileiro.
          Hoje é impossível pensar num café da manhã sem o famoso pãozinho de sal. Mas é melhor pensar. 

          Não é um bom alimento, isso por conta da farinha de trigo, que é bem diferente da farinha de trigo do século passado, mais pura e natural, por isso, com menos concentração de glúten no pão. Hoje acredita-se que essa concentração tenha chegado a cerca de 400% nos pães, comparando-se com com o glúten nos pães do século passado. Sem contar os agrotóxicos usados nas lavouras, hoje. O trigo faz desse pão e outros alimentos que usam trigo, rico em açúcares, carboidratos e glúten. O que não é nada bom para a saúde.
           Além do trigo Ainda mais porque os padeiros hoje abusam demais do açúcar e gorduras, além de ter glúten e muito sal. A matemática é simples: num pãozinho de 50 gramas encontra-se 28% de carboidratos que em quase sua totalidade se converte em glicose, aumentando os níveis de açúcar no sangue.
           Mas o que pode substituir o pão no café da manhã? Simples: a mandioca. Um alimento sem glúten e sem lactose.
          A Organização das Nações Unidas (ONU) considera a mandioca como o alimento do século 21, usada para consumo humano e também de animais. Não só isso. Da mandioca se aproveita tudo como caule, folhas, flores, seiva. Seus derivados são usados na fabricação alimentos básicos como o polvilho e a farinha que geram receitas diversas e saudáveis. Como alimento cozido é muito apreciada em pratos com carnes e ralada, para fazer bolos e quitandas. Além disso, seus derivados são usados na fabricação fertilizantes, na indústria têxtil, de papel e celulose e na indústria fármaco e de cosméticos e até na siderurgia.
          Como alimento, a mandioca é rica em vitaminas A, B1, B2 e C. É muito indicada na dieta de diabéticos. A mandioca garante uma digestão mais fácil, mantendo os níveis de energia altos por mais tempo, além de liberar glicose lentamente no organismo, graças a sua composição rica em carboidratos especiais que não geram picos de glicemia, produzindo açúcar lentamente.
          Portanto, entre pão e mandioca, prefira a mandioca.
          Lembre- se: todo alimento deve ser consumido com moderação e de preferência, orientados por um médico e nutricionista, após ser feita avaliação clinica de sua saúde. Na prática de esportes, procure um profissional de orientação da Educação Física apresentando a ele os resultados de seus exames clínicos. Ele saberá te orientar. Cuide de sua alimentação e saúde.

segunda-feira, 9 de março de 2020

Como fazer uma horta mandala ou circular

Fazer plantios em hortas circulares, também chamadas de hortas mandalas, virou tendência hoje, mas está é uma prática bem antiga. A técnica era usada pelos povos Incas, no Peru, bem antes da chegada dos espanhóis ao Continente. O objetivo das hortas circulares é o uso racional da água.Isso porque as formas circulares funcionam como curva de nível, fazendo com que água da chuva que cairá na horta, permaneça dentro dela, sendo por fim bem absorvida pelo solo. Esse técnica é ótima também em solos com grandes desníveis.
Na prática, fazer uma horta circular ou mandala é bem simples
A área mínima para se fazer uma horta dessas é 9 metros de diâmetro.
- Comece marcando o centro do terreno com uma estaca ou pedra; 
- Amarre um barbante na pedra ou estaca e estique 1 metro, usando cal para marcar a circunferência;
- Prenda o barbante com uma pedra ou estaca, quando chegar a um metro;
- No marco de um metro da primeira circunferência, estique o barbante em 80 centímetro e marque com outra estaca ou pedra;
- Faça agora uma nova circunferência, em torno do primeiro círculo. Só que esse circulo não será completo, terá que deixar um espaço numa ponta de 1 metro, formando um círculo na forma de ferradura. Isso é para transitar por entre a horta circular;
- Feito isso, marque com a cal o círculo e estique o barbante por um metro, dando um círculo com ferradura de um metro de diâmetro;
- Cave com uma picareta ou enxada, o entorno marcado dos dois círculos e coloque estacas, pedras, tijolos ou garrafas pets em toda a circunferência dos círculos, firmando bem;
- Feito isso, enche os círculos de terra boa e por fim, espalhe adubo orgânico por cima.(caso tenha mais espaço em seu quintal, pode fazer outro círculo, com entrada na ferradura)
Agora só escolher as hortaliças ou ervas medicinais que deseja plantar em sua horta circular ou horta mandala, regar sempre, retirar ervas daninhas que aparecem e em breve sua horta circular ou mandala estará produzindo e você colhendo com facilidade.
(Por Arnaldo Silva, com fotografias de Eliane Torino, que fez sua horta em seu sítio, em Casa Branca, distrito de Brumadinho MG)

quarta-feira, 4 de março de 2020

A groselha é uma fruta

Groselha é uma árvore, com crescimento lento, com seu tamanho variando 2 a 9 metros de altura, pertencentes à família das Saxifragaceae. Originária do Norte da Europa e Ásia, se propaga por meio de sementes. Os frutos nascem nos troncos, como as jabuticabas. Suas flores são pequenas e rosadas. É muito comum na Indonésia e na Índia, é considerada árvore sagrada.
         São várias espécies de groselhas. As mais populares são a groselheira-preta (Ribes nigrum), a groselheira vermelha (Ribes rubrum), a groselheira verde, (Ribes uva crispa) e a groselheira branca ou verde clara (Phyllanthus acidus L), todas com altos valores nutricionais, além de ser um ótimo alimento.
          É uma fruta muito nutritiva, mas seu sabor in natura não é agradável por ser ácida. Por isso seu uso é mais usado no preparo de xaropes, pratos doces e salgados, geleias, conservas, sucos, refogados, etc. Tanto os frutos da groselheira, quanto suas folhas, são usados como alimentos e chás. Seus nutrientes ajudam no combate a coqueluche, faringite, asma, bronquite, artrite, dispepsias, problemas renais, inapetência, melhora a visão, o sistema imunológico, previne o envelhecimento precoce, problemas de fígado e ainda no combate ao diabetes e outros benefícios. Na Índia, os frutos são consumidos in natura mesmo e as as folhas são usadas como refogados e no preparo de emplastro para aliviar dores ciáticas.
Benefícios nutricionais
          Fruta muito nutritiva, mas pouco conhecida entre os brasileiros, mas muito popular na Europa, geralmente consumida in natura pelos europeus e asiáticos. Apenas o xarope de groselha é popular no Brasil, com muita gente sequer fazendo ideia que o xarope vem de uma fruta. A groselha tem mais vitamina C do que as laranjas, possui antioxidantes, além de ser rica em potássio, caroteno, ferro, fósforo, magnésio, vitamina E e outros nutrientes. Em cada 100 gramas de groselhas encontramos:
Energia: 63 kal
Vitamina C: 218 mg
Potássio:169 mg
Fósforo: 26 mg
Cálcio: 22 mg
Sódio: 16 mg
Carboidratos: 17,3 g
Ferro: 0.7 mg
Proteínas: 0,9 g
Gordura total: 0,4 g

Magnésio Fibras alimentares: 5mg 

          Por ser muito ácida, deve ser evitada por quem tem problemas estomacais como gastrites, refluxos ou úlceras, bem como o xarope, que deve ser evitado por diabéticos por ser uma bebida concentrada e com altos teores de açúcares.
(Por Arnaldo Silva, com fotografia ilustrativa de Manoel Freitas em Manga MG)

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