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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

A baunilha é uma orquídea

Você já se perguntou qual a origem da essência de baunilha tão usada na gastronomia por oferecer aroma e sabor delicado a sorvetes, cremes, doces, chocolates, licores e produtos finais de confeitaria, além de usada até em perfumaria?
Fotografia de autoria de Carol Costa/Minhas Plantas
          A matéria-prima dessa especiaria é o fruto seco da orquídea baunilha (vanilla planifolia), com formato de vagem, de onde se extrai a vanilina, que confere o conhecido sabor e aroma de baunilha. A planta é a única espécie da planta que frutifica. Ela é pertencente à família Orchidaceae, subfamília Epidendroideae, tribo Vanillinae e gênero Vanilla. As espécies que formam o gênero têm sua origem no sudeste do México, da Guatemala e outras regiões das Américas Central e do Sul, incluindo o Brasil. Desde o início da década de 1960, o México cedeu lugar de primeiro produtor no ranking mundial para a ilha de Madagascar. a segunda posição é ocupada pela Indonésia.
          A vanilina é um dos compostos aromáticos mais apreciados no mundo, além de ser um importante flavorizante para alimentos, bebidas, é usada ainda em produtos farmacêuticos. Com várias propriedades como prevenção de doenças, antimutagênico, antioxidante, conservante e antimicrobiano.
          A orquídea baunilha, diferente das que produzem flores exuberantes, começa a florescer cerca de três anos após o plantio, as mudas são feitas geralmente por estaquia. Outro diferencial é o fato de que a planta é terrestre. Não se instala no caule de uma hospedeira. Também não requer o substrato especial para as outras orquídeas, cresce em substrato rico em matéria orgânica. 

Foto da vagem da Baunilha enviada pelo fotógrafo Eduardo Gomes de Montes Claros MG
Sabor caro
          O quilo das vagens secas e prontas para o uso pode chegar a ser comercializado por mais de R$ 2 mil. São necessários sete quilos da fava in natura para a obtenção de um quilo de vagem seca. As bagas da baunilha precisam passar por um processo bastante longo, a fim de se obter a vanila, e esta é uma das razões para o preço elevado no mercado.
          Antes da colheita, as vagens precisam amadurecer. Em seguida, a fim de ressaltar o seu odor ocorrem muitas manipulações: calor inicial, secagem ao sol, ser curada na sombra, seleção e empacotamento.
          Imediatamente após a colheita das vagens, tem início processo de cura. É um procedimento lento, difícil, cheio de segredos, mas responsável por determinar a qualidade da baunilha. Para se obter os melhores resultados é necessário conhecimento e paciência.
          Atualmente, são usadas diversas formas de manejo, entretanto o princípio básico seguido é o tratamento das favas com calor, e a exposição ao sol para que ocorra a transpiração, a fim de eliminar toda a água. É assim que acontece o processo de transformação química dos aromas, que faz com que estes fiquem mais intensos.
          Dentre as antigas formas de se obter a vanilina, as vagens eram curadas mergulhando-as em água quase fervente por 25 segundos. Em seguida, estas eram colocadas entre tecidos para absorção da umidade e colocadas ao sol para secar. Então eram envoltas em outro tecido e armazenadas em uma caixa fechada, depois eram retiradas e espalhadas ao sol por uma ou duas horas. A duração do processo permanecia por um período entre 2 ou 3 semanas até as vagens se tornarem escuras e macias.
História - O povo asteca já fazia uso da baunilha na culinária, ao prepararam determinadas iguarias, dentre elas o chocolate. Os europeus, principalmente espanhóis, no começo da exploração da América, tiveram a oportunidade de observar os costumes astecas, foi quando puderam relatar a utilização das favas, no início do século XVI. Além de serem adicionadas aos alimentos, essas também eram utilizadas pelas mulheres, na elaboração dos primitivos cosméticos usados por elas, principalmente em rituais religiosos e momentos festivos. O nome vanilla, tem sua origem no castelhano vainilla (pequenas vagens), porque os frutos da orquídea são alongados, contendo as sementes. Vaina também é o diminutivo da de bainha.
Características - A baunilha é cultivada apenas com o objetivo comercial de seus frutos, já que as flores não possuem atrativo, se comparadas à beleza de outras orquídeas. A planta é trepadeira, com caules cilíndricos, de coloração verde e 2 centímetros de espessura, apoiados por meio de adventícias de comprimento variável, para o seu desenvolvimento, e podem atingir de 1,5 a dois metros. A fixação é feita por meio de caulinares, responsáveis por aderirem troncos e galhos das árvores.
          Quando elevadas, elas deixam seus ramos pendentes e assim florescem. As folhas da baunilha são curtopecioladas, ovais e lanceoladas, apresentam sulcos no sentido vertical de coloração verde mais escuro, de pecíolo curto, mais ou menos suculento, coriácea, verde-escuros, alternadas, algumas vezes reduzidas simplesmente a vestígios e ocasionalmente ausentes. De acordo com a espécie, possuem comprimento entre 15 a 24 centímetros e largura variável de 3 a 4 centímetros. Em cada nó da planta, opostas às folhas, nascem uma ou mais raízes aéreas, razoavelmente grossas.

          A floração surge a partir das axilas das folhas ou dos vestígios delas e possuem coloração amarelo-canário, com labelo cor mais intensa e com aproximadamente 15 centímetros de diâmetro. São flores vistosas, ordenadas em cachos, em quase todas as espécies, de curta duração, cerca de 24 horas e produzidas em sucessão. As pétalas e as sépalas são livres e iguais. O labelo é unido à base em uma coluna longa e estreita encoberta. O pólen é macio e farinhento e não é dividido em políneas distintas na maioria das espécies. As sementes são muito diferentes das encontradas em outras orquídeas, por apresentarem um tegumento (epiderme) muito duro e opaco, e externamente desenhada (esculpida). O fruto é uma cápsula alongada com medida variável de 20 a 25 centímetros de comprimento e 3 centímetros de espessura (vagem ou fava) e é onde está o verdadeiro valor econômico, por ser dele que se extrai baunilha. 
          Ácidos acéticos, vanilil etílico, açucares, álcool etílico, ceras, cinamato, eugenol, fermentos, furfurol, gorduras, mucilagens, resinas, taninos e a vanilina são os componentes químicos da vanila. A substância química responsável pelo o aroma da baunilha é a vanilina, presente nas essências em torno de 1,5%.
Produção - O plantio é relativamente simples e barato. A atenção precisa ser para o fato de que as plantas necessita de luminosidade moderada, em uma proporção de 50%, umidade constante e fertilização frequente, além de rega regular. Por se tratar de uma trepadeira, necessita de muito espaço para expansão, além de um suporte para se fixar.
          O plantio deve ser feito por meio de hastes, nos meses mais úmidos, a fim de que as mudas não desidratem. Outro detalhe é que as orquídeas exigem solo rico em matéria orgânica.
Polinização
          A partir do segundo ano de plantio pode ocorrer florescimento, mas é apenas a partir do terceiro ano que a planta produz maiores cargas de frutos. A polinização praticamente não ocorre por meios naturais, precisa ser feita manualmente. As flores aparecem por inflorescência nas axilas das folhas, em cachos com 15 a 20 flores cada, mas nem todas florescem.
Diariamente, de uma a duas flores se abrem e assim permanecem por 24 horas, é o período ideal para fazer a polinização manual. A flor precisa da ajuda humana porque uma membrana que separa o órgão reprodutor masculino do feminino dificulta a polinização natural feita pelos insetos.
          Para a polinização manual é necessário localizar a coluna, parte da flor onde se localizam o estigma e os estames. Com um estilete pontiagudo de madeira a polínea, uma massa onde os grãos de pólen estão agregados é retirada. Em seguida, esta é levada levada até a entrada do estigma, a partir daí ocorre a fecundação. Por Izabela Carvalho - Jornalista 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Pais revivem as antigas brincadeiras da infância

     O objetivo é reduzir o tempo de uso da tecnologia pelos filhos. 
     A geração que teve uma infância nos anos 70 e 80, sem a tecnologia de hoje, se divertindo ao ar livre sente saudades das brincadeiras da infância como queimada, bolinha de gude, finca, pega-pega, esconde-esconde, amarelinha, cabra-cega, pula-corda, rodar pião, brincar de carrinhos de rolimã, rodar pneu, bambolê, jogo da velha e recitar cantigas de roda, sentem saudades desses tempos e reconhecem que a prática é saudável.
     Brincadeiras estas que as crianças de hoje sequer ouviram falar, diante do avanço da tecnologia, uso de tabletes, celular, TV, que substituíram hoje os passatempos das crianças, fazendo com que fiquem ociosas em casa, praticamente não se movimentando.
     E os pais já perceberam que isso não é bom para o desenvolvimento de seus filhos.
      Organizados ou não, os pais vem percebendo a necessidade de seus filhos terem mais contato social com outras crianças e de se movimentarem mais. Para isso, nada melhor que as brincadeiras antigas da infância e começaram a reviver essas brincadeiras, limitando o tempo que suas crianças passam no celular, tablete, computador ou TV em joguinhos, ensinando as crianças como era essas brincadeiras e as incentivando a brincarem com seus primos, irmãos e amigos ao ar livre, em casa ou nas praças.
     As crianças estão indo para ruas e praças da capital e nas cidades do interior, como por exemplo, em Samambaia, no Distrito Federal onde existe desde 2015 o Projeto Curumim Cultural criado com o objetivo de reviver e incentivar entre as crianças, as brincadeiras antigas. Em Bom Despacho MG, praças estão sendo pintadas com jogos de amarelinha para as meninas brincarem (como pode ver na foto acima). Ainda nas praças, os meninos brincam com bola, pulam corda, brincam de esconde-esconde, patinete, etc.
     Alguns pais incentivam seus filhos ainda a saudável prática de fazer seus próprios brinquedos, como se fazia antigamente, usando latas ou madeiras velhas, fazendo os pneus com pedaços de chinelos velhos e assim fazendo seus carinhos para brincarem. Nada mais saudável que ensinar os filhos a fazerem carrinhos de rolimã e brincarem com eles. As meninas aprendem a fazer casinhas ou utensílios doméstico usando argila ou bichinhos, usando frutas e legumes, como chuchu.
     Práticas saudáveis onde as crianças brincavam juntas, na infância dos pais e com certeza, saudáveis hoje para filhos. As brincadeiras antigas faz com que as crianças fiquem mais felizes, mais ativas, mais criativas e mais saudáveis porque estarão em constantes movimentos, ao contrário quando ficam à frente de uma TV ou tabletes, paradas, apenas movimentando os dedos e mãos.
     Limitar o uso da tecnologia das crianças, incentivando-as a brincarem entre si, retira os filhos do sedentarismo, melhora a saúde física e mental, ajudando em muito no desenvolvimento das habilidades dos filhos. 
(Por Arnaldo Silva. A imagem que ilustra a capa é uma tela de autoria do artista plástico Gildásio Jardim de Padre Paraíso MG, usando tecido de chita)
Recomendações ao uso de telas
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em momentos de inatividade, recomenda-se que os pais ou responsáveis leiam ou contem histórias.
Crianças com menos de um ano:
Devem estar fisicamente ativas várias vezes ao dia, de várias maneiras, particularmente por meio de brincadeiras interativas no chão.
Não se recomenda que passem tempo diante de telas de dispositivos eletrônicos.
Com um a dois anos de idade:
Passar ao menos três horas em uma variedade de atividades físicas em qualquer intensidade.
Para crianças de um ano de idade, não se recomenda nenhum período de tempo em frente a uma tela. Para aquelas com dois anos de idade, o tempo não deve ser superior à uma hora.
Com três a quatro anos de idade:
Devem gastar ao menos três horas em vários tipos de atividades físicas, em qualquer intensidade.
O tempo dedicado a atividades sedentárias em frente às telas não deve exceder uma hora.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

O país do São Francisco

No dia 04 de outubro, o rio São Francisco faz aniversário. Foi descoberto em 1.501, pela expedição de Gaspar de Lemos. Como era costume na época, o rio recebeu o nome do santo do dia, São Francisco de Assis. Hoje, aos 504 anos, o rio e seu vale têm as dimensões de um país, um grande e pobre país: O País do São Francisco, que Ocupa uma área de 640.000 Km2, maior do que a França, 2 vezes a Itália, 7 vezes Portugal e 19 vezes a Holanda, e corresponde a 7,5% da área do Brasil. Abrange mais de 400 municípios e passa por cinco Estados: Minas, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Tem uma população de cerca de 15 milhões de habitantes.
Rio São Francisco em Bom Despacho MG. Fotografia de Arnaldo Silva
     O São Francisco nasce na Serra da Canastra em Minas Gerais e viaja 2.660 km até o Atlântico. Primeiro atravessa o grande sertão dos cerrados e dos campos gerais, e depois penetra no sertão da caatinga. E encontra, em seu caminho, no sertão da Bahia e de Pernambuco, a região mais pobre e árida do Brasil, um quase deserto, onde o padrão de vida é um dos mais baixos do mundo.
Olho D´água em Bom Despacho, próximo as margens do Rio São Francisco. Fotografia de Arnaldo Silva
     Em Minas Gerais, onde tem 37% de sua bacia, recebe 70% de suas águas, enquanto que, nos últimos 755 Km de seu curso, só recebe água perene de pequenos rios, quando já está se aproximando de sua foz. Praticamente não recebe águas constantes ao longo de 1/3 de seu curso. Da nascente até Pirapora, numa extensão de 610 Km, em terras de chuvas quase sempre fartas, os homens que o rio encontra em seu caminho não dependem muito dele. A navegação só é possível em alguns trechos e em pequenos barcos. O rio não é caminho, nem a única água para matar a sede e molhar a terra, como nos sertões depois de Pirapora. Mas mesmo assim, exerce um grande fascínio em quem vive perto de suas margens.
Rio São Francisco em Pirapora MG. Fotografia de Rhomário Guimarães
     De Pirapora a Juazeiro/Petrolina, numa extensão de 1.291 Km, onde vive o povo mais pobre e isolado do vale, o rio é o único caminho. E a partir de Bom Jesus da Lapa o rio atravessa as terras mais áridas do Brasil. São cidades agarradas à beira do rio, vivendo quase só dele,como Gameleira, Barra e Xique-xique. A partir de Remanso , na Bahia, o rio não recebe praticamente nenhum afluente perene e ainda é a única fonte de água num raio de centenas de quilômetros.
     As águas do São Francisco formam a mais antiga das nossas estradas interiores. E seu vale foi a área pioneira de ocupação dos sertões brasileiros, mas está ainda mergulhado no subdesenvolvimento e na pobreza. Em muitos lugares, a maior riqueza do País do São Francisco é o próprio rio. O homem do vale através dos séculos se habituou a ver no rio um milagre do sertão. Quando tudo seca na caatinga, o rio, "encolhido", é um milagre da vida. Nas grandes planícies semi-áridas, homens e bichos vivem exclusivamente dele. Nasce-se, vive-se e morre-se na dependência de suas águas. O rio não é só caminho. É origem e vida. Fora dele, é o deserto, o sertão sem jeito, a caatinga predominante em cerca de metade de sua bacia. Mais de 2/3 do curso do rio está dentro da região semi-árida de cobertura vegetal extremamente pobre.
     O São Francisco é principalmente um rio de boa intenção. Nasce em terras de boas chuvas, mas não muito rica de vegetação, vai-se degradando,os afluentes diminuindo, a caatinga se impondo, até o rio encontrar o deserto em seu caminho. Ele corre como um milagre pela terra desolada e seca do cerrado e das caatingas. Na opinião da maioria dos barranqueiros, o São Francisco "foi mandado por Deus" para aliviar a secura das terras da caatinga. Nenhum dos planos feitos para salvar o vale conseguiu até hoje alterar substancialmente as condições miseráveis em que vive a maior parte de seu povo. Será que o rio também fez o voto de pobreza do santo que lhe deu nome?
Nascente do Rio São Francisco em São Roque de Minas. Fotografia de Arnaldo Silva
     O rio São Francisco liga, entre si, as duas regiões de povoamento mais antigo do país, o Nordeste e o Sudeste. Por isso é denominado Rio da Unidade Nacional. Esta interligação se deu através da pecuária. Partindo da Bahia, o gado alcançou o rio São Francisco, acompanhando o seu curso, tendo rápido crescimento, principalmente, a partir de 1.701, quando uma Carta Régia proibiu a criação de gado em faixa de 10 léguas do litoral, por causa dos canaviais. Sem alternativa, as tropas entraram sertão adentro, em direção ao grande rio, onde encontraram pastagens medíocres, mas amplas, e lambedouros naturais nas rochas de sal-gema, além do clima sadio.
     Muitas cidades das margens do São Francisco nasceram destes currais que os primeiros povoadores foram plantando ao longo de seu curso, há mais de 03 séculos. Por ter sido caminho e criatório de bois, o São Francisco já foi chamado de Rio dos Currais. As planícies prolongadas em suas margens facilitaram sua penetração. O homem foi tocando o gado e ocupando as vastidões das terras do vale. O desenvolvimento da pecuária se tornará mas acentuado a partir de 1690, com a descoberto do ouro em Minas Gerais, que abrirá um mercado novo para o gado e as plantações do Alto São Francisco. Os barcos se multiplicaram rio-abaixo e rio-acima, trazendo e levando mercadorias e escravos até a zona de mineração.
Ponte sobre o Rio São Francisco em Moema MG. Fotografia de Arnaldo Silva
     Gostaria de frisar que o vale do São Francisco foi nossa primeira experiência de nacionalidade, quando o Brasil começou a abandonar suas raízes portuguesas. Os pioneiros do vale, separados da costa por muitas léguas de caatinga e rio não navegável, tiveram que construir seu próprio mundo. Era português comendo cuscuz, jenipapo, farinha de mandioca, rapadura, dormindo em girau...
     O Rio São Francisco já enfrentou grandes secas, teve suas águas reduzidas a proporções mínimas, mas continua a correr. Todos que vivem no vale, inclusive os bom-despachenses, devem colaborar para que o São Francisco cumpra o destino que Deus lhe deu, levar a água onde mais se precisa dela. Ele é uma dádiva de Deus.
Artigo de Francisca Fonseca - Bom Despacho MG

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Geleia de Jamelão

 Esse fruta de origem Malasiana é abundante no Brasil. A ciência estuda essa planta como medicinal para o combate ao câncer e diabetes. Mas além de saborosa in natura, pode se fazer sucos, bolos, licores, sorvetes, batidas com vodca e geleias com a fruta. Aprenda a fazer geleia de jamelão.
 Ingredientes: 
-800 de frutos com caroço (sem caroço 550g) 
-250g de açúcar 
-2 colheres de sopa de suco de limão. 
Modo de Preparo: 
Leve ao fogo em panela grande e grossa os frutos higienizados e sem sementes, junte o açúcar e o suco de limão, mexa com freqüência. 
O fogo deve ser médio, ou médio baixo para cozinhar devagar. 
O meu doce demorou 45 minutos. 
O resultado é impressionante. O sabor é delicioso e único. Melhor geleia que já experimentei na vida. Não lembra nada o sabor das outras geleias. 
Vale a pena fazer.
Comi a geleia com biscoito água e sal e café. 
Pode comê-la com queijo Minas, claro, torradas e se gostar, com pimenta Dedo de Moça, com lombo assado.
A geleia de Jamelão é divina, podem acreditar e fazer gente! A fruta é abundante no Brasil, praticamente em todas as cidades tem pés, só ir no pé e pegá-las, de graça!
Como falei, essa fruta é abundante e ignorada. Ao invés de ficar achando que o fruto ao chão é sujeira, veja como um poderoso alimento. As folhas e sementes estão sendo estudadas como remédios para combater o câncer e diabetes. Então, Jamelão ou Jambolão, não é uma fruta qualquer, é uma fruta pra lá de especial.
Texto e fotos: Arnaldo Silva. 

Pequi acebolado com pelotas

Ingredientes
500 gramas de pequi
250 gramas de pelotas (almôndegas)*
2 cebolas
1 tomate
1 pimentão
Sal e alho à gosto
Modo de preparo
- Numa panela, coloque óleo e sal e os pequis. Doure um pouco e cubra com água, deixando cozinhar.
- Em outra panela, frite as pelotas. (Em supermercados, pode-se comprar as almôndegas já preparadas e temperadas, mas se preferir fazer, compre a carne moída e prepare as pelotas com seu tempero e gosto)
- Depois de fritas, se preferir, pique as pelotas
- Cozinhado o pequi e com as pelotas já prontas e picadas, pegue uma panela, doure a cebola, o pimentão e o tomate, acrescente o pequi,  e as pelotas.
- Misture tudo e mexa por 3 minutos.
- Pronto, agora é só servir. 

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(Pelota é o nome popular em Minas para a almôndega. A origem desse prato é italiano, de nome porpeta. Foi introduzido no Brasil pelos portugueses com o nome de almôndega. É carne moída enrolada em pelotas, por isso ao invés de chamá-la de almôndega, se popularizou, pelota. Com o passar do tempo muitas pronúncias populares caíram em desuso, entre elas pelota, expressão ainda pronunciada na região Centro Oeste de Minas. Prevalece atualmente o nome europeu, almôndega para os portugueses, como é conhecida em todo o Brasil ou porpeta para os italianos. (Por Arnaldo Silva, com fotografia enviada por Julianete Campos de Morada Nova de Minas.

As Bacias Hidrográficas de Minas Gerais

Minas Gerais é considerada a "caixa d´água" do Brasil com seus inúmeros rios de grande importância nacional, como os rios São Francisco, Rio Doce, Rio Jequitinhonha, Rio Paranaíba, Rio Paraibuna, dentre outros. Você vai conhecer, nessa matéria, as principais bacias hidrográficas que nosso estado faz parte e os afluentes destas bacias. (na foto acima, de Pingo Sales, Rio São Francisco em Januária MG)
01 - Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco
Rio São Francisco em Vargem Bonita MG. Primeira cidade banhada pelo rio. Por Arnaldo Silva
          A bacia do rio São Francisco é uma bacia hidrográfica inteiramente do Brasil cujo principal rio é o São Francisco, também conhecido como Velho Chico, que percorre 2.830 km.
          O rio passa por cinco estados: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco,Sergipe e Alagoas e sua bacia envolve 521 municípios, distribuídos em sete Unidades da Federação. O São Francisco tem sua nascente geográfica no município de Medeiros e sua nascente histórica na serra da Canastra, no município de São Roque de Minas, centro-oeste de Minas Gerais. O rio também atravessa o estado da Bahia, fazendo sua divisa ao norte com Pernambuco, bem como constituindo a divisa natural dos estados de Sergipe e Alagoas, e deságua no Oceano Atlântico, drenando uma área de aproximadamente 641 000 km², que são 7,5% do território brasileiro, e atingindo 2 830 km de extensão.

Apresenta dois estirões navegáveis: o médio, com cerca de 1.373 km de extensão, entre Pirapora (MG) e Juazeiro (BA) / Petrolina (PE) e o baixo, com 238 km, entre Piranhas (AL) e a foz, no Oceano Atlântico.
          O rio São Francisco atravessa regiões com condições naturais das mais diversas e tem cinco usinas hidroelétricas.
As partes extremas superior e inferior da bacia apresentam bons índices pluviométricos, enquanto os seus cursos médio e submédio atravessam áreas de clima bastante seco. Assim, cerca de 75% do deflúvio do São Francisco é gerado em Minas Gerais, cuja área da bacia ali inserida é de apenas 37% da área total
          A área compreendida entre a fronteira Minas Gerais-Bahia e a cidade de Juazeiro(BA), representa 45% do vale e contribui com apenas 20% do deflúvio anual.
Principais afluentes da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco: Rio Carinhanha, Rio Coxá, Rio Verde Grande, Rio Gorutuba, Rio do Vieira, Rio do Cedro, Rio Peruaçu, Rio Urucuia, Rio Paracatu, Rio Preto,Rio Pacuí, Rio Riachão, Rio Jequitaí, Rio das Velhas, Rio Curimataí, Rio Pardo Grande, Rio Pardo Pequeno, Rio Paraúna, Rio Cipó, Ribeirão Sabará, Córrego Caeté, Ribeirão Arrudas, Córrego do Bonsucesso, Ribeirão dos Cristais, Rio Maracujá, Rio Abaeté, Rio Indaiá, Rio Paraopeba, Rio Brumado, Rio Manso, Rio Pará, Rio Lambari, Rio São João, Rio Picão, Rio Itapecerica, Rio São Miguel, Rio Piumhi, Rio Samburá.
Bacia Hidrográfica do Atlântico Leste

Rio Pardo nasce em Minas e banha também a Bahia. No período colonial foi batizado com o nome de "rio Santo Antônio". Foto de Willemarcel          A região hidrográfica do Atlântico Leste é uma das doze regiões hidrográficas do território brasileiro.
Possui uma área de 388.000 km², englobando 526 municípios dos estados de Sergipe, leste da Bahia, nordeste de Minas Gerais e norte do Espírito Santo. Dentro de seus limites encontram-se a Região Metropolitana de Salvador e a capital sergipana de Aracaju, além de outros centros regionais importantes.
          Sua vazão média conjunta é de 1.400 m³/s, englobando as bacias hidrográficas dos rios Paraguaçu, de Contas, Salinas, Pardo, Jequitinhonha, Mucuri, Itapicuru dentre outros.
          Os biomas característicos da bacia do Atlântico Leste são a Mata Atlântica e a Caatinga, além de pequenas porções de Cerrado. Em virtude da grande pressão antrópica sofrida historicamente pela região, a Mata Atlântica encontra-se atualmente ameaçada pela expansão urbana e pela cultura de cana-de-açúcar e a Caatinga pelas atividades pecuárias. Além disso, os rios Jequitinhonha, Salinas e Pardo apresentam concentrações de metais pesados resultantes do garimpo e dragagem para mineração. Os Rios Pardo e Baranhém fazem parte da Bacia Hidrográfica do Atlântico Leste.
Bacia Hidrográfica do Rio Jequitinhonha

          A Bacia do Jequitinhonha compreende uma área de 70.315 km², sendo que 66.319 km² situam-se em Minas Gerais, enquanto 3.996 km² pertencem à Bahia, representando 11,3% da área do estado mineiro e apenas 0,8% do baiano.O Jequitinhonha é um rio federal que percorre uma extensão de 1.082 km, da nascente no Pico do Itambé (Serro), na Serra do Espinhaço, nos arredores da localidade de Capivari, sopé do Morro Redondo, até o Oceano Atlântico, onde deságua em Belmonte, no estado da Bahia. ( na foto acima oRio Jequitinhonha em Mendanha, distrito de Diamantina. Fotografia de Sérgio Mourão/Encantos de Minas)
A bacia hidrográfica do Rio Jequitinhonha é formada pelos rios:Rio Rubim de Pedras, Ribeirão São João, Rio Itinga, Rio Araçuaí, Rio Fanado, Rio Itamarandiba, Rio Salinas, Rio Itacambiruçu, Rio Macaúbas, Rio Tabatinga, Ribeirão das Pedras
Bacia Hidrográfica do Rio Mucuri

Praia do Rio Mucuri em Teófilo Otoni MG. Vale do Mucuri. Fotografia de Sérgio Mourão/Encantos de Minas
          A Bacia Hidrográfica do Rio Mucuri está inserida na mesorregião do Vale do Mucuri, onde estão municípios como Teófilo Otoni e Nanuque. Abrangendo um total de 13 sedes municipais e apresentando uma área de drenagem de 14.640 km², a bacia possui uma população estimada de 296.845 habitantes. O clima na bacia é considerado semi-úmido, com período seco durando de quatro a cinco meses por ano, com exceção da divisa com o Espírito Santo, onde o clima é úmido e o período seco tem duração de um a dois meses por ano. A disponibilidade hídrica situa-se entre 2 e 10 litros por segundo por quilômetro quadrado, com exceção do divisor com o rio São Mateus, onde se situa entre 10 e 20 litros por segundo por quilômetro quadrado. O Índice de Qualidade das Águas apresentou-se Bom no Rio Mucuri em todas as estações de monitoramento e também no rio Pampã, cujo IQA em 2004 havia sido Médio. Entretanto, houve piora na média anual do IQA do ribeirão Marambaia, que em 2004 era Bom e em 2005 foi Médio. O Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Mucuri encontra-se em processo de formação. 
          Esta bacia é formada pelos rios: Mucuri, Rio Pampá, Rio Todos os Santos, Rio do Pavão.
Região hidrográfica do Atlântico Sudeste

Rio São Mateus em Faria Lemos MG. Zona da Mata. Por Denise Schlottfeldt Mendes
          A região hidrográfica do Atlântico Sudeste é uma das doze regiões hidrográficas do território brasileiro. Possui uma área de 229.972 km², distribuída por terras dos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e o litoral do Paraná.
As principais bacias hidrográficas desta região são as dos rios Doce e Paraíba do Sul. Outras bacias inseridas na região do Atlântico Sudeste são as dos rios São Mateus, Itapemirim, Itabapoana e Ribeira de Iguapé.
          A região do Atlântico Sudeste é caracterizada por seu expressivo contingente populacional, localizando-se numa das regiões mais industrializadas e urbanizadas do Brasil. Possui importantes adensamentos populacionais, dentre os quais se destacam as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Vitória e da Baixada Santista, chegando a ultrapassar 13.000 hab./km² em São João de Meriti (Baixada Fluminense).
          O bioma principal da região é a Mata Atlântica, já fortemente desmatada. As áreas de maior conservação deste bioma encontram-se nas encostas das serras do Mar e da Mantiqueira nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. As áreas de maior degradação ambiental da região hidrográfica do Atlântico Sudeste são as baías de Santos, da Guanabara e de Vitória.
          O Rio São Mateus é o seu principal afluente em Minas Gerais.
Bacia Hidrográfica do Rio Doce

Rio Doce em Resplendor MG. Vale do Rio Doce. Fotografia de Ivan Ruela
          A bacia do rio Doce situa-se na região sudeste brasileira, compreendendo uma área de drenagem de 83.400 km², sendo que 86% pertencem ao estado de Minas Gerais e 14% ao Espírito Santo. A região abrange cerca de 222 municípios.
          As nascentes do rio Doce estão em Minas Gerais, nas serras da Mantiqueira e do Espinhaço, sendo que suas águas percorrem 853 km até atingir o oceano Atlântico no povoado de Regência, no Espírito Santo.
          Os principais afluentes do rio Doce são os rios do Carmo, Piracicaba, Santo Antônio, Corrente Grande, Suaçuí Pequeno, Suaçuí Grande, São José e Pancas (margem esquerda); rio Casca, Matipó, Caratinga/Cuieté, Manhuaçu, Guandu, Santa Joana e Santa Maria do Rio Doce (margem direita). As vazões médias na bacia são maiores nos afluentes de margem esquerda, nos trechos alto e médio (15 até 35 l/s km²). Por outro lado, a região de menores vazões médias específicas (05 a 10 l/s km²) corresponde à bacia do Suaçuí Grande.
          Os principais afluente da Bacia Hidrográfica do Rio Doce são: Rio Manhuaçu, Rio José Pedro, Córrego da Lapa, Rio Resplendor, Rio Caratinga, Córrego Poço Fundo, Rio Suaçuí Grande, Rio Suaçuí Pequeno, Rio Tronqueiras, Rio Santo Antônio, Rio Guanhães, Rio Tanque, Rio Aliança, Rio Preto do Itambé, Rio de Peixe, Rio do Peixe, Rio Corrente Grande, Córrego do Bueiro, Ribeirão da Garrafa, Ribeirão do Achado, Córrego Entre Folhas, Ribeirão Ipanema, Rio Piracicaba, Córrego Limoeiro, Ribeirão Caladinho, Ribeirão Caladão, Ribeirão Timotinho, Córrego do Atalho, Ribeirão Cocais Pequeno, Ribeirão do Boi, Ribeirão do Belém, Córrego Celeste, Ribeirão Sacramento, Rio Matipó, Rio Casca, Ribeirão das Bandeiras, Ribeirão Santo Antônio do Grama, Ribeirão Turvão, Rio Piranga, Rio do Carmo, Rio Gualaxo do Norte, Rio Gualaxo do Sul, Ribeirão Teixeiras, Rio Turvo Limpo, Rio Turvo Sujo, Rio Bacalhau, Rio Xopotó, Rio Turvo.
Bacia do Rio Itabapoana

Rio Preto em Unai MG. Noroeste de Minas. Presume-se que a autoria seja de Wikiusuariodel
          O rio Itabapoana é um curso de água que banha os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, no Brasil. Apresenta vazão média de 49,3 m³/s e tem, como alguns de seus afluentes, os rios Calçado, Barra Alegre e Muqui do Sul. Sua bacia está inserida na região hidrográfica do Atlântico Sudeste. O rio Itabapoana apresenta cinco usinas hidrelétricas e numerosas cachoeiras e planícies em seu percurso.
          As cabeceiras do rio Itabapoana localizam-se na serra do Caparaó. É formado pelo encontro do rio Preto com o Rio São João, na divisa dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. A partir daí, se estende por aproximadamente 250 km, servindo de limite entre o Espírito Santo e o Rio de Janeiro. Durante o seu trajeto, ele forma muitas cachoeiras como Santo Antônio, Inferno, Limeira e Fumaça, essa última com queda de 100 metros. A parte do rio onde fica a maioria das cachoeiras está entre a divisa de Minas Gerais e a cidade de Bom Jesus do Itabapoana, pois nesse percurso o rio desce de sua área mais alta para a região de menor altitude; o rio termina desaguando no oceano Atlântico, no distrito de Barra do Itabapoana, pertencente a cidade de São Francisco de Itabapoana.
Os principais afluentes da Bacia do Rio Itabapoana são: Rio Itabapoana, Rio Preto, Rio São João, Rio Caparaó
Bacia do Rio Paraíba do Sul

         O rio Paraíba do Sul é um curso de água que banha os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O rio atravessa a conhecida região sócio-econômica do Vale do Paraíba, sendo o rio mais importante do estado do Rio de Janeiro.
          O rio Paraíba do Sul é formado pela confluência dos rios Paraitinga e Paraibuna.
          Considerando sua nascente mais afastada da foz, o rio Paraíba do Sul nasce na serra da Bocaina, no estado de São Paulo, com o nome de rio Paraitinga, recebendo o nome rio Paraíba do Sul na confluência com o Paraibuna, na Represa de Paraibuna. Perfaz um percurso total de 1.137 km[1], desde a nascente do rio Paraitinga até a foz em Atafona (São João da Barra), no Norte Fluminense. (na foto 
Rio Carangola. Foto:Carangacity )
          Os principais afluentes do rio Paraíba do Sul são o Jaguari, o Buquira, o Paraibuna, o Piabanha, o Pomba e o Muriaé. Esses dois últimos são os maiores e desaguam, respectivamente, a 140 e a 50 quilômetros da foz. Entre os sub-afluentes, está o rio Carangola, importante rio da bacia do rio Paraíba do Sul, posto que serve a duas unidades da federação, o estado de Minas Gerais e o estado do Rio de Janeiro.Os rios que formam esta Bacia hidrográfica são: Rio Carangola, Rio Paraíba do Sul, Rio Muriaé, Rio Carangola, Rio Gavião, Rio Pinhotiba, Rio Glória, Ribeirão do Jorge, Rio Fumaça, Rio Fubá, Rio Pomba, Ribeirão Bom Jardim, Ribeirão da Capivara, Ribeirão dos Monos, Ribeirão Feijão Cru, Rio Pardo, Ribeirão Meia Pataca, Rio Novo, Ribeirão dos Pires, Ribeirão Roça Grande, Ribeirão da Grama, Ribeirão Caranguejo, Rio Xopotó, Ribeirão Ubá, Rio dos Bagres, Rio Paraopeba, Ribeirão Piraúba, Rio Formoso, Rio São Manuel, Rio Paciência, Rio Pirapetinga, Rio Angu, Rio do Aventureiro, Córrego da Areia, Rio Paraibuna, Rio Cágado, Rio Preto, Ribeirão do Divino Espírito Santo, Rio do Peixe, Rio Monte Verde ou Santa Bárbara, Rio Grão-Mogol, Rio Vermelho.

Bacia do Rio Grande
Rio Grande em Sacramento MG. Alto Paranaíba. Fotografia de Arnaldo Silva 
          O rio Grande é um curso de água que banha os estados de Minas Gerais e São Paulo, no Brasil, sendo um dos formadores do rio Paraná.
          É considerado um rio de planalto, sua nascente localiza-se no Alto do Mirantão na serra da Mantiqueira em Bocaina de Minas, a uma altitude de 1.980 m e percorre 1.360 km até encontrar o rio Paranaíba no município de Carneirinho em Minas Gerais, formando o rio Paraná.
          A partir dos municípios de Claraval e Ibiraci, o rio forma a divisa natural do estado de Minas Gerais com São Paulo.
          A partir da nascente, seu curso têm uma orientação Sudoeste-Nordeste até a divisa dos municípios de Lima Duarte e Bom Jardim de Minas, deste ponto em diante, toma a direção Sul-Norte, servindo como divisa entre estes dois municípios, e também entre os municípios de Andrelândia e Lima Duarte. Mais a jusante, passa a correr para Sul, e se mantém nesta direção até a barragem de Jaguara, em Sacramento. A montante de Jaguara, à altura do reservatório de Estreito, passa a receber as águas dos rios do estado de São Paulo, e serve como divisa entre este estado e Minas Gerais. O rio muda então seu curso e passa a correr segundo a direção Leste-Oeste até sua confluência com o rio Paranaíba, e a partir desse ponto, esse curso d'água, passa a se chamar rio Paraná. A bacia do rio Grande, apresenta uma série de doze reservatórios, utilizados para a geração de energia elétrica, sendo eles, de montante a jusante: Camargos, Itutinga, Funil, Furnas, Mal. Mascarenhas de Moraes (ex-Peixoto), Luiz Carlos Barreto de Carvalho (ex-Estreito), Jaguara, Igarapava, Volta Grande, Porto Colômbia, Marimbondo e Água Vermelha.
Os principais rios que formam a Bacia do Rio Grande são: Rio Pardo, Rio Mojiguaçu, Rio Jaguari-Mirim, Ribeirão de São Paulo, Rio Uberaba, Rio Sapucaí, Rio Muzambo, Rio Cabo Verde, Rio São Tomé, Rio Machado, Rio Verde, Rio Baependi, Rio Passa Quatro, Rio Cervo, Rio Sapucaí-Mirim, Rio Mandu, Rio Lourenço Velho, Rio Santana, Rio Jacaré, Rio do Amparo, Rio das Mortes, Rio das Mortes Pequeno, Rio Santo Antônio, Rio Carandaí, Rio Elvas, Rio Capivari, Rio Aiuruoca, Rio Francês.
Bacia do Rio Paranaíba

Rio Paranaíba entre Araporá MG e Itumbiara GO. Fotografia de Muriloif 
          O rio Paranaíba é um curso de água que nasce no estado de Minas Gerais, no Brasil, sendo um dos formadores do rio Paraná.
Nasce na serra da Mata da Corda, no município de Rio Paranaíba, no estado de Minas Gerais na altitude de 1 148 metros. Do outro lado desta serra, encontram-se as nascentes do rio Abaeté, afluente do rio São Francisco. Após percorrer 1 170 quilômetros, junta-se com o rio Grande, formando, então, o rio Paraná. Entretanto, das nascentes formadoras do rio Paranaíba, a mais distante é a do seu afluente rio São Bartolomeu, cujo curso se inicia nas proximidades de Brasília, a partir da junção dos rios Pipiripau e Mestre d'Armas.
Seu curso tem aproximadamente 1 170 quilômetros, até a junção ao rio Grande, onde ambos passam a formar o rio Paraná, no ponto que marca o encontro entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. A partir dos municípios de Coromandel e Guarda-Mor, o rio Paranaíba forma a divisa natural de Minas Gerais com Goiás e, já próximo de sua foz, de Minas Gerais com Mato Grosso do Sul.
Seus principais afluentes são: Margem direita (GO): rio São Marcos (MG-GO), rio Corumbá, rio Meia-Ponte, rio dos Bois, rio Claro, rio verde, rio Corrente e rio Aporé (GO-MS). Margem esquerda (MG): Bagagem, Dourados, Araguari e Tejuco.
A bacia do Paranaíba drena uma área com cerca de 220 mil quilômetros quadrados, com quase 8,5 milhões de habitantes em 196 municípios, além do Distrito Federal, incluindo cinco no Mato Grosso do Sul, 55 em Minas Gerais, onde ocupa 12,2 por cento do território, e 136 em Goiás, onde é a principal bacia em área e ocupação humana.
Divide-se em três trechos distintos:Alto Paranaíba, Médio Paranaíba e Baixo Paranaíba.
Os principais afluentes do Rio Paranaíba em Minas Gerais são: Rio Paranaíba, Rio São Domingos, Rio Tejuco, Rio da Prata, Rio Araguari, Rio Uberabinha, Rio Quebra-Anzol, Rio São Marcos, Rio Claro. (Fontes: Wikipédia, Igham e Cemig)

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