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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Conheça a Sapucaia

A sapucaia (Nome científico: Lecythis pisonis) é uma árvore brasileira que vai do Ceará ao Rio de Janeiro, com bastante predominância nos estados do Espírito Santo e Bahia e são encontradas na Amazônia e na mata atlântica.
Etimologia
“Sapucaia” este termo se origina do tupi, que significa “ fruto que faz saltar o olho”, e isto se deve ao fato de que ao abrir o opérculo do fruto( estrutura que serve de tampa ou cobertura a uma cavidade ou orifício) a mesma fica com um formato de um olho. 
Em contrapartida, há quem acredite que a palavra tem origem na palavra tupi para galinha(elemento de troca entre índios e portugueses, no início da colonização, que as trocavam pelas sementes do fruto – castanhas).
Nomes populares
Castanha sapucaia, Cumbuca de macaco, Sapucaia vermelha, Marmita de macaco, Caçamba do mato.
Características
Suas folhas são semidecíduas pertencente do bioma da Mata Atlântica, com uma altura que fica em torno de 20 à 30 metros de comprimento, possui uma casca rígida e espessa de coloração castanha, folhas membranáceas. Quando estão na maturação, esta árvore libera sementes ( castanhas ) comestíveis e saborosas, porém estas sementes não possuem um valor comercial, tendo em vista a desvantagem que é o investimentos nelas devido ao fato da produção ser muito baixa por ser bastante requisitada pelos macacos e outros animais selvagens ali existentes, essas árvores já adultas, podem produzir 80 kg de sementes anualmente, necessita de solo argiloso, rico em matéria orgânica que vão liberar nutrientes no solo devido a ação de decompositores e de sombreamento.
Dispersão de sementes
O morcego (Nome científico: Pyllostomus hastatus) são os precípuos responsáveis pelo encadeamento de dispersão de sementes,que fica deslumbrado pelo alimento. O tamanho das sementes possuem um enorme estágio de influência na instalação e na dissipação das sementes, além de estar ligado também com a competição, predação e à distribuição espacial. Sementes exorbitantes apresentam menores restrições em condições naturais na instalação em diferentes micro- sítios, o que lhes dão maiores benefícios adaptativos. Essa condição é o resultado da conexão que existe entre o tamanho das sementes e o tamanho das plântulas, o que afeta na sua instalação inicial no campo, denominada de “efeito do tamanho das reservas” . Contudo, as sementes menores, geralmente, são produzidas em maiores proporções e são mais fáceis de serem dispersas, investigando locais que não são ocupados pelas sementes de tamanho maior.
História
A Sapucaia já era abundantemente conhecida pelos europeus no Século XVl que se sentiram hipnotizados pela virtude que ela possui, eles utilizavam da mesma para a ornamentação além de ficarem impressionados com suas qualidades. Segundo Eurico Teixeira o transeunte Pêro de Magalhães Gândavo caracterizou os frutos de sapucaias como grandes cocos muito maduros, repletos de castanhas doces excessivamente saborosas, em sua concepção, estes frutos não pareciam terem sido criados pela natureza, mas por alguma perspicácia de alguma indústria, tendo em vista que sua boca, voltada para baixo outorgava para que as castanhas pudessem facilmente se dispersar pelo ambiente. 
Além das diversas peculiaridades que está majestosa espécie possui, ela também pode ser utilizada para usos medicinais, como por exemplo: 
Das suas sementes pode ser extraído um óleo que pode se fabricar uma pomada para o tratamento de lesões da pele, como a herpes, bem como para combater piolhos; 
Através de estudo foram revelados que o óleo removido da casca da sapucaia tem excelentes particularidades cicatrizantes, e esse óleo pode ser removido a partir de diversas técnicas convencionais ou não- convencionais; 
Pesquisas afirmam que as castanhas das sapucaias contém alto valor nutricional pois possui macro elementos com alto valor nutricional que são o potássio, o fósforo, magnésio, enxofre e o sódio; retém um conteúdo lipídico que pode chegar até 67% fazendo dela uma ótima fonte de ácidos graxos
As sementes são muito saborosas para o homem e são muito benéficas para a fauna local tendo em vista que o cultivo da sapucaia não requer o uso de agrotóxicos; 
Populações locais preenchem a cabaça da sapucaia com água para a utilizar como um remédio natural contra a diabetes por acreditarem que ela regula o açúcar no sangue; 
Sua madeira, dura, resistente e de textura média, era utilizada principalmente para vigamentos de construções rurais em geral, esteios, postes, estacas, tábuas para assoalhos, pontes entre outras funções.
Curiosidades
A sapucaia é uma árvore que se encontra em desaparecimento, e atualmente, a maioria são encontradas em viveiros.
As suas folhas passam por algumas fases, onde ela muda a sua forma e até mesmo a sua coloração no decorrer dos meses. Quando jovens, suas folhas possuem uma coloração rosa, depois mudam para o verde, e logo após, para cor avermelhada ou vinho, e em seguida mudam para a cor castanho- dourada.
Seus frutos arredondados possuem casca rígida e espessa de coloração castanha, leva em torno de 10 meses para atingir a fase madura( entre agosto e setembro).
Quando 222 frutos já maduros se abrem na porção inferior da árvore através de uma característica chamada tampa, liberam suas sementes.
Muitos dos índios enterravam seus mortos em urnas feitas de cerâmica, baseadas na cumbuca da sapucaia, árvore tipicamente brasileira, que representa a transformação, o renascimento na “ Terra sem males”. Carl Friedrich Philipp von Martius, grande médico, botânico e antropólogo e um dos mais importantes alemãs que foram instruídos no Brasil e o naturalista johann Baptist von Spix disseram em uma de suas escrituras que “ A alma do morto (...) vai para uma agradável mata, cheia de pés de sapucaia e de caça. O fato dessa fruta ser muito apreciada pelos macacos, gerou a um ditado bastante conhecido, e ele é dito da seguinte forma: “ Macaco velho não põe a mão em cumbuca"
Fonte das informações Wikipédia - Fotos enviadas por Paula Fraga de Sete Lagoas MG

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Sabão de Torresmo. Receita de Tataravó

Minha avó materna fazia sempre sabão de torresmo e usava esse sabão na limpeza das panelas. Mas essa receita é bem antiga, lá da Idade Média. Veio com os portugueses para cá e nossos tataravós aprenderam com as bisavós que aprenderam com nossas tataravós e assim vai.
Antigamente não existia cosméticos e produtos de limpeza como temos hoje à nossa disposição nos supermercados. Tudo era feito em casa e de forma natural. Sabonetes, sabão comum, sabão em pó, detergente, etc. Fazia se condicionador com a gordura de galinha caipira. A babosa era usada pelas mulheres como shampoo, mas naturalmente. Cortavam a babosa e passavam no cabelo. Faziam azeites de mamona, que era muito bom para a pele, enfim, os nossos avós, além de plantarem sua própria comida, fazerem suas próprias roupas, faziam também seus próprios produtos de limpeza e higiene.
Um desses produtos é o sabão de torresmo. Sim, torresmo mesmo, feito da banha do porco. O pessoal gosta do torresmo com mandioca, com uma cachacinha, mas pode fazer sabão também. Um outro ingrediente desse sabão era as cinzas do fogão a lenha. Esse sabão era usado na limpeza dos utensílios domésticos e tinha quem usava no banho, como usamos o sabonete hoje.
O torresmo você pode aproveitar o que sobra, o que está velho e a gordura de porco seria os restos da gordura do churrasco ou frituras. Bem como as cinzas do fogão a lenha e da churrasqueira. Ao invés de jogá-los fora, prejudicando a natureza, reutilize.
Você vai precisar de:
Um fogão a lenha, mesmo que improvisado
1 lata vazia de 20 litros você vai usar uns 18 litros de água
6 quilos de torresmo
2 quilos de gordura de porco
1 litro de decoada

Como fazer o sabão de torresmo
Primeiro você vai preparar a decoada.
Pegue dois baldes, uma maior e outro menor, sendo que esse menor tem que ter um furo para fazer.
Coloque o balde menor dentro do maior e encha o menor de cinzas, carvão até a borda. Despeje uns litros de água quente no balde e deixe pigando. Esse liquido é a decoada. Você vai reservar um litro.
Vamos então preparar o sabão.
Num fogão, de preferência a lenha, se não tiver, improvise no seu quintal com tijolos comuns coloque um tacho, um caldeirão ou uma lata que caiba pelo menos uns 20 litros de água.
Coloque para ferver  2 litros de água.
Separe uns dois baldes de água natural para você ir acrescentando aos poucos porque com a fervura, o sabão sobe e derrama, igual ao leite. Por isso você vai ter que ficar colocando água sempre.
Na água fervendo coloque o torresmo, a gordura e mexa.
Depois de mexer bem, acrescente 4 litros de água natural e continue mexendo.
Depois acrescente 1 litro de decoada e continue a mexer sem parar.
Vá colocando água natural aos poucos e mexendo sempre.
Quando estiver desgrudando da colher estará no ponto. Estará com uma coloração marrom meio avermelhado e aos poucos irá ficar preta, se usar o carvão para fazer a decoada.

Deixe esfriar. Quando estiver fria, pegue uma boa porção com as mãos, faça os moldes do sabão, de forma arredondada, como nossas avós faziam. Faça moldes bem grandes. 
Se tiver uma forma quadrada em casa, coloque a massa e quando endurecer, só retirar e cortar em barras. 
Prontinho o sabão de torresmo. E olha gente, esse sabão é uma beleza. As panelas da casa de minha avó ficavam brilhando, pareciam até espelho. 
(Por Arnaldo Silva) - Exceto a última, as fotografias são de Nilza Leonel em Vargem Bonita MG e quem faz sabão lá é a Dona Lia.

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