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sábado, 8 de dezembro de 2018

Licor de Frutos do Cerrado

Ingredientes:para a base do licor
- 1 kg da fruta escolhida (sugestões: jenipapo,tamarindo ou pequi)
- Cachaça de boa qualidade
Para a calda
- 3 xícaras (chá) de açúcar cristal
- 3 xícaras (chá) de água
Material
- Vidro de boca larga
- Garrafas de vidro para armazenar
Como fazer Licor de frutos do cerrado:
Descasque o fruto sem tocar no caroço, pois pode interferir no sabor. 

Coloque os caroços dentro de um fraco e acrescente a cachaça. Deixe descansar por pelo menos 15 dias.
Passado o tempo, é hora de fazer a calda. 
Em uma panela coloque a água e em seguida adicione o açúcar. Mexa até chegar no ponto fio.
Enquanto a calda esfria é hora de coar a fruta curtida na cachaça, utilizando um pano de prato. Coe todo o líquido numa vasilha. 
Em seguida acrescente a calda já fria e misture por alguns minutos.
Coloque novamente na garrafa. Pode beber se quiser, estará muito bom, mas se preferir, deixar por uns 10 dias guardados num local mais escuro, sem mexer ficará melhor inda. e deixe por alguns dias.
(foto e receita de Arnaldo Silva)

sábado, 6 de outubro de 2018

Receita de geleia de Cagaita

Ingredientes:
2,5kg da polpa da cagaita
1 colher (sobremesa) de pectina (você encontra em Supermercados)
400g de açúcar
Modo de Fazer: 
Levar ao fogo a polpa, o açúcar e a pectina, mexendo até o ponto certo. Esse ponto certo é quando você pega um pouco da geleia com a colher, levanta e deixa derramar, se cortar é porque está no ponto.

Espere esfriar e coloque a geleia em vidros ou recipientes. 

Receita de Bolo de Jabuticaba

A jabuticaba é uma fruta nativa da Mata Atlântica de Minas Gerais e se expandiu para boa parte do Brasil, fora da Mata Atlântica, como no Cerrado. Mas em Minas a fruta é considerada ouro. Esse ouro sustenta várias famílias graças à criatividade e talento do nosso povo na cozinha. Da jabuticaba surgiram vária receitas, hoje tradicionais no Estado. Da jabuticaba temos molho, sorvete, pudim, vinho, cachaça, licor, doce, geleia, torta e esse bolo gostoso que ensino vocês a fazerem.
INGREDIENTES
. 2 xícaras de jabuticabas inteiras
. 3 ovos
. 2 xícara de açúcar 
. 1 xícara de óleo
. 1 colher de manteiga
. 2 xícaras de farinha de trigo
. 1 colher de fermento em pó
MODO DE PREPARO
- Coloque as jabuticabas inteiras no liquidificador (inteiras mesmo, com casca e caroço). Coloque junto o açúcar, o óleo, a manteiga e os ovos. Bata bem.
- Numa vasilha coloque a farinha (eu prefiro farinha de trigo integral) e misture com o fermento.
- Despeje o conteúdo que bateu no liquidificador na vasilha que está a farinha e mexa bem.
- Unte uma forma, redonda ou quadrada e coloque no forno pré aquecido a 180 graus.
- Leva mais ou menos 50 minutos para assar. Faça o teste do palito.
O bolo fica ótimo! 

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O choro das árvores

Sempre ando pelas matas do nosso Cerrado e presto muito atenção nos detalhes. Algo que sempre me chamou a atenção são as árvores que choram.Sim, gotas de água caem das árvores, em pleno período de seca. Isso me deixava intrigado e resolvi buscar informações sobre o assunto. 
É um fenômeno natural da natureza. Pode ocorrer em plantas de jardim, praças e de matas nativas, onde é mais comum, por existirem muitos insetos. 
O que acontece nesse caso é que alguns insetos alados, como por exemplo cigarras, grilos, libélulas, etc., depositam seus ovos nos galhos das árvores. Para proteger os ovos, esses insetos criam uma espuma branca e dentro dessa espuma, existem ninfas (que segundo a Biologia, é a forma imatura que passam alguns insetos na sua fase inicial de metamorfose para alcançar a fase adulta) que cujo trabalho é sugar a seiva e assim excretando líquido em grande quantidade, que escorre pelos troncos da árvore ou pinga no chão, causando a impressão de choro das árvores. 
Portanto, não se trata então de um fenômeno sobrenatural e sim, um fase normal da cadeia alimentar dos seres vivos. 
Mas que é bonito, isso é.
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(Texto e primeira foto de Arnaldo Silva, demais imagens de autoria de Nicodemos Rosa)





quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Como adoçar o Abacaxi

Um abacaxi docinho é muito gostoso tanto in natural quanto no preparo de sucos, bebidas, tortas, doces, na culinária em geral. Com pouca açúcar é muito ácido.
Existe uma técnica natural para que a acidez do abacaxi seja reduzida para que fique docinho.
A técnica é simples, basta fazer como está na foto abaixo.
Pegue um vidro, de um bom tamanho e coloque o abacaxi para baixo, dentro do vido. Deixe nessa posição por 24 horas.
A doçura do abacaxi vem dos amidos que ficam concentrados no caule da fruta. Por isso que ele começa a se estragar justamente pela parte debaixo, onde se concentra todo o açúcar.
Fazendo assim, fará com que a doçura concentrada no caule desça e se espalhe por toda a fruta.

sábado, 7 de julho de 2018

Conheça a Mirra

A mirra é uma das mais antigas plantas do mundo. É uma planta milenar. Esteve e está presente em rituais religiosos em todo o mundo. Na Bíblia, é mencionado seu uso pelo Testamento Original e Novo Testamento. Mas ela tem várias utilidades, além do uso para fins religiosos, é medicinal. Conheça um pouco dessa planta.
A mirra (Commiphora myrrha) é uma árvore espinhosa, de folhas caducas, que pode atingir 5 metros de altura, com flores vermelho-amarelo, e frutos pontiagudos. É nativa do nordeste da África (Somália e partes orientais da Etiópia) encontra-se também no Médio Oriente, Índia e Tailândia. Cresce em matas e prefere solos bem drenados e muita exposição ao sol.
Propaga-se por sementes, na primavera, ou por estacas ao fim do estágio de crescimento. É também o nome dado à resina colhida de fissuras abertas na casca da árvore de nome botânico Commiphora molmol, que depois de seca se transforma em grânulos de coloração amarela-avermelhada. A palavra mirra deriva do aramaico ܡܪܝܪܐ (Murr) e árabe مر (mur), que significa "amargo".
Aplicações
A resina que se obtém dos seus caules é usada na preparação de medicamentos, devido a suas propriedades anti-sépticas.
Os egípcios empregavam a mirra no culto ao deus Sol e como ingrediente na mumificação, uma vez que suas qualidades embalsamadoras já eram conhecidas. Até o século XV, era usada como incenso em funerais e cremações. É também utilizada em algumas celebrações religiosas como a missa e a gira de umbanda. A sua fragrância também pode ser utilizada em incensos para dar um leve aroma de terra ou como aditivo para o vinho, uma prática descrita por Fabius Dorsennus, uma autoridade no assunto durante a Antiguidade.
Atualmente utilizam-se comercialmente os componentes da mirra em produtos como loções, pastas de dente, perfumes e outros cosméticos. A naturopatia ainda recomenda seu uso em cavidades orais no tratamento de infecções causadas por bactérias, fungos e vírus.
Alusões
Segundo a Bíblia, a mirra foi, além de ouro e incenso, um dos três presentes dados ao Menino Jesus pelos Reis Magos, no Evangelho de Mateus. (Fonte das informações: Wikipédia. Fotografias de Eliane Torino em Casa Branca, distrito de Brumadinho MG)

quarta-feira, 4 de julho de 2018

A Laranja Sanguínea

A laranja sanguínea ou laranja-de-sangue é uma variedade da laranja (Citrus sinensis) com o carmesim, sangue cor de carne. O fruto é menor do que uma laranja média, a sua casca é geralmente vermelha. A carne escura, numa distintiva cor é devida à presença de antocianina, um pigmento comum em muitas flores e frutos, mas incomum em citrinos. Às vezes há coloração escura na parte externa da casca, também dependendo da variedade de laranja sanguínea. O grau de coloração depende da luz, temperatura e variedade. (a foto acima é de Jussara Novais, de Areado MG, enviada para Conheça Minas) 
A laranja sanguínea é frequentemente descrito como um híbrido entre a toranja e a tangerina, mas na verdade é apenas uma mutação de uma laranjeira. Há três tipos de laranja sanguínea no mundo: Moro, Tarocco e Sanguinello.
Moro
O Moro, uma recente adição a família das laranjas sanguíneas, é o mais colorido dos três tipos, com um fundo roxo e polpa laranja avermelhada. O sabor é mais forte e o aroma é mais intenso do que uma laranja sanguínea normal. Este fruto tem um distinto sabor doce de framboesa, que normalmente é especial para laranjas. A variedade Moro se pensa ter origem no início do século 19 na área em torno de produtores de citrinos Lentini (na província de Siracusa, na Sicília), como uma mutação do "Sanguinello". Moro são laranjas cheia de antocianina, o que significa que a carne varia de laranja-jaspeado com coloração rubi, de cor escarlate, carmesim vivo, e para quase preto. A cor da casca grossa dessa laranja tem uma média de grão fino com manchas vermelhas também variadas para vinho.
Tarocco
O Tarocco é uma fruta de tamanho médio e é talvez a mais doce e saborosa laranja sanguínea dos três tipos. Sendo a mais popular laranja-sanguínea na Itália, a Tarocco é pensada ser derivado de uma mutação do "Sanguinello". É referido como "meio-sangue", porque a carne não é acentuada em pigmentação vermelha tanto como as variedades Moro e Sanguinello. Tem uma casca fina, ligeiramente esfumaçada em tons vermelhos. O Tarocco é uma das mais populares laranjas sanguíneas do mundo, devido ao seu sabor doce e suculência. Ela tem o mais alto teor de vitamina C de qualquer laranja sanguínea cultivada no mundo, principalmente em razão da fertilidade do solo e por ser fácil de descascar.
Sanguinello
O Sanguinello, também chamado de Sanguinelli nos EUA (seu nome comum siciliano), descoberto na Espanha, em 1929, tem uma pele avermelhada, poucas sementes, e uma doce polpa avermelhada. O Sanguinello - o nome tardia no siciliano "cheio de sangue" - está perto de características para o Moro. Ela amadurece, em fevereiro, mas pode permanecer em árvores para a colheita até abril. Essas frutas podem durar até o final de maio. A casca é compacta, amarelo claro e com uma coloração avermelhada. A carne é laranja com múltiplas cores de sangue. (foto abaixo de Silentcynic/Wikipédia)
História e antecedentes
Esses citrinos foram cultivados desde tempos imemoriais, na Sicília, e o cultivo é documentado desde a Idade Média. Enquanto árabes são creditados originalmente com plantações de limões e laranjas amargas na Sicília, os expedicionários genoveses e portugueses apresentam a doce variedade Portogallo, no século XV.
À medida que o fruto da saúde, beneficiando propriedades que se tornaram conhecidas, A Sicília começou a exportar essas laranjas em todo o mundo. Hoje, esses citrinos sicilianos são encontrados em praticamente todos os países que permite que as importações. Laranjas sanguíneas cultivadas nos Estados Unidos estão em época de dezembro a março (Texas), e a partir de novembro a maio (Califórnia). Enquanto a árvore vai crescer e dar frutos, na Flórida, o "Mediterrâneo" na variação de temperatura entre o dia e a noite parece ser necessária para desenvolver a distintiva cor vermelha, a antocianina. As laranjas produzidas na Flórida frequentemente têm pouco ou nenhum pigmento vermelho.
Nutrição
Laranjas sanguíneas, como todos os citrinos, são uma boa fonte de vitamina C. Uma laranja de tamanho médio contém 260 miligramas de potássio, 15 por cento da FDA diário da recomendação. O fruto do pigmento vermelho, antocianina, é um antioxidante que reduz os riscos associados a muitas doenças, incluindo doenças relacionadas com a idade.
Laranjas sanguíneas ajudam a diminuir o risco de doenças cardiovasculares, alguns tipos de cancro e de mau colesterol. Eles também podem reduzir o risco de catarata, e ajuda no processo de cicatrização do corpo.
Comer uma laranja de tamanho médio fornece 28 por cento do valor diário recomendado de fibra alimentar. Laranjas também podem ser uma valiosa fonte de ferro, cálcio e vitamina A.
Usos
O suco de laranja sanguínea é azedo. Pode ser usado como ingrediente de um coquetel. As laranjas sanguíneas também podem ser usadas para criar marmelada, e o sabor pode ser utilizado para assar alimentos. Elas também têm sido usadas para criar bebidas geladas e sodas italianas. Laranjas sanguíneas também são populares em restaurantes italianos.
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Fonte das informações, exceto foto: Wikipédia

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Os benefícios dos pés de galinha para a saúde

Na hora da refeição em família, quando tem galinha, seja assada ou cozida, o pé é a parte mais ignorada, poucos apreciam, optando pelas partes mais carnudas como o peito, coxa, mas pé, são poucos mesmo que comem, as vezes, nem entram no cozimento, são descartados. 
Mas tem os que gostam, talvez nem saibam que o pé de galinha traz muitos benefícios para a nossa saúde, isso porque essa parte da galinha é rica em proteínas, cálcio, cartilagem e colágeno.
Quer saber mais? Veja:
          Pra começar, é rico em colágeno, mais até que a gelatina e o ovo. O colágeno é ótimo para a a renovação da pele, bem como ajuda na elasticidade da mesma e a absorver o cálcio e proteínas, melhora as articulações, previne problemas nos ossos e ajuda a prevenir dores. 
          Além dos benefícios do colágeno os pés de galinha possuem nutrientes que ajuda a melhorar o sistema imunológico, fortalece as unhas, melhora a saúde da gengiva, ajuda a equilibrar os hormônios e ainda ajuda a reduzir o estresse, eleva a produção de glóbulos vermelhos. 
          Está ai bons motivos para você acrescentar os pés de galinha em sua alimentação. Todo alimento que contribui para nos mantermos fortes e saudáveis devem fazer parte de nossa dieta.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Conheça uma das mais lindas plantas para ruas e jardins

É um arbusto que chega a 3,5 metros com copa arredondada. Suas folhas são verdes e entre o fim do outono e início do inverno, no mês de maio, ela perde suas folhas, surgindo uma florada abundante com delicadas flores brancas no formato de estrela. Por ter a florada em maio, é chamada na minha região, Centro Oeste de Minas de Mês de Maio. (foto acima de Luiz Leite)  É conhecida também por Noivinha, Neve da Montanha, Névoa da Montanha, Cabeça-de-Velho, Cabeleira-do-vovô, Cabeça-branca. É  uma planta bastante difundida na América Latina. Seu nome científico é Euphorbia leucocephala.
Originária da América Central, é constantemente usada na arborização urbana e jardins pela beleza das flores brancas e por ser uma espécie adequada à vias urbanas. (foto acima e abaixo de Luis Leite)
Pode ser plantada em jardins, praças, calçadas ou como cerca vivas. (foto acima de Arnaldo Silva) No seu crescimento, é bom fazer podas nos galhos após a primeira florada. As vezes são plantadas em calçadas estreitas e atrapalhará a locomoção. Faça a poda somente dos galhos baixos, se for necessário alguma poda. Recomendado as podas somente após a florada e no máximo 30% da planta deve ser podada para não prejudicar o desenvolvimento da planta. Melhor não fazer poda.  Quanto maior a copa, mais florida e linda ficará. (foto abaixo de Wilson Fortunato)
 Quando fizer a poda ou quebrar algum galho, evite contato com a seiva. É tóxica, pode irritar a pele. Bem como evite que crianças e animais domésticos toquem na seiva.
Ao plantar a Mês de Maio (foto acima de Wilson Fortunato), dê preferência a solo fértil, adubado, bem drenado, com sol pleno e irrigado periodicamente. A planta é resistente a estiagem e não se adapta bem a locais com sombra e pouco sol, bem como a temperaturas muito baixas, embora resista.. 
É uma árvore fantástica, que dá beleza a uma rua, praça ou jardim. (foto acima de Luis Leite) Eu mesmo tenho duas plantadas em meu jardim e incentivo outras pessoas a fazerem mesmo, plantarem Mês de Maio. Se propaga por sementes e estaquia. Você pode retirar um galho de uma planta adulta e fazer o plantio, o mesmo processo que se faz com o plantio de rosas. Mas se preferir em lojas de jardinagem de sua cidade, encontrará mudas com facilidade.(Por Arnaldo Silva)

Conheça a milenar Murta!

Essa planta é milenar, é usada nas festividades judaicas do Sucot há mais de 3 mil anos. É comum nas vias públicas de cidades de todo o mundo. A murta-comum, também designada como mirta, mirto, murta-cheirosa, murta-cultivada, murta-das-noivas, murta-do-jardim, murta-verdadeira, murteira, murtinheira, murtinheiro, murtinho e murto, está vastamente distribuída pela região mediterrânica, sendo muito cultivada por todo o mundo. Nos Açores é ainda designada como murtão. 
Por Murta ( género Myrtus L.) entende-se um gênero botânico que compreende uma ou duas espécies de plantas com flor, da família das Myrtaceae, nativo do sudoeste da Europa e do Norte de África.
São plantas arbustivas ou arborescentes, com muitos ramos, de folha persistente, que podem crescer até 5 m de altura. As suas folhas, coriáceas e verde-escuras, medem 3 a 5 cm de comprimento e cerca de 1,5 cm de largura, com um cheiro geralmente considerado agradável quando esmagadas devido ao seu óleo essencial disposto por diversas pontuações ao longo do limbo. As folhas são inteiras, ovado-lanceoladas, agudas, em filotaxia oposta-cruzada ou decussada (o par de folhas superior encontra-se em situação cruzada com o inferior, e cada par encontra-se disposto ao mesmo nível, pecíolo contra pecíolo). As flores, geralmente brancas (podem ter também uma coloração rosada), têm cinco pétalas e um número elevado de estames. O fruto é uma pseudobaga carnuda, elipsóide, azul-escura ou negra, contendo várias sementes. A polinização é feita por insectos e a dispersão das sementes é efectuada por pássaros que se alimentam das bagas.
A subespécie Myrtus communis tarentina, Lineu, é designada como murta-dos-jardins ou murta-das-folhas-pequenas, sendo apreciada pela sua copa arredondada, folhagem densa e flores aromáticas. Outra espécie, conhecida como murta do Sara (Myrtus nivellei), tem a sua área de distribuição restrita às montanhas de Tassili n'Ajjer, na Argélia meridional, e nos Montes Tibesti no Chade, onde ocorre em pequenas áreas de bosques vestigiais, perto do centro do Deserto do Sara e é considerada uma espécie em perigo de extinção. Contudo, alguns botânicos não a consideram suficientemente distinta da Myrtus communis para constituir uma espécie à parte.
Usos e simbolismo
Na mitologia grega, a murta era consagrada a Afrodite. O mesmo aconteceria na mitologia romana, em que Vénus recebia o título de Múrcia, que a relaciona a esta planta. De facto, desde a antiguidade que esta espécie está relacionada com rituais e cerimônias solenes - já os Gregos a utilizavam para adornar as noivas com grinaldas, como ainda por vezes acontece hoje em dia, existindo também referências no Antigo Testamento a este modo de adornar as noivas. A madeira de murta mirra era ainda usada para incensar cerimônias religiosas na Grécia Antiga.
Murta com as pseudobagas carregadas de sementes.
São cultivadas ainda por causa do seu óleo essencial, usado em perfumaria e mesmo como condimento. São utilizadas também como plantas ornamentais e na conservação da umidade, valorizando-se a sua capacidade de tolerância às altas temperaturas e verões secos. A sua madeira é bastante apreciada na criação de artefatos, usando tornos mecânicos. As raízes e a casca são utilizadas na extração de tanino. Tem sido considerada como planta medicinal por diversas práticas de medicina tradicional.
Nas ilhas da Sardenha e Córsega produz-se um licor digestivo, chamado mirto, macerando bagas de murta em álcool; ao licor atribuem-se virtudes curativas de doenças da boca e sistema digestivo.
Judaísmo
Na liturgia judaica, a murta é uma das quatro plantas sacradas (Quatro Espécies) do Sukkot, a Festa dos Tabernáculos que representam os diferentes tipos de personalidade que compõem a comunidade. A murta possui uma fragrância mas não possui um sabor agradável, o que representa aqueles que possuem boas ações para seu crédito apesar de não possuirem conhecimento de estudo da Torá. Os três ramos são amarrados ou trançados juntos a uma folha de palmeira, um galho de salgueiro e um ramo de murta, pelos adoradores. O etrog ou cidra é a fruta segurada na outra mão como parte do ritual de onda do lulav. No misticismo judaico, a murta representa o fálico, a força masculina em ação no universo. Por esta razão os ramos de murta entregues algumas vezes ao noivo quando ele entrava câmara nupcial após um casamento (Tos. Sotah 15:8; Ketubot 17a). As murtas são o símbolo e o perfume do Éden (BhM II: 52; Sefer ha-Hezyonot 17). O texto Hechalot Merkavah Rabbah requer que alguém chupe uma folha de murta como um elemento de um ritual teúrgico. Os cabalistas vinculam a murta à sefirá de Tiferet e usam ramos em seus ritos de Shabbat (especialmente no Havdalah) para sacar seu poder armizante quando a semana é iniciada (Shab. 33a; Zohar Chadash, SoS, 64d; Sha'ar ha-Kavvanot, 2, pp. 73-76). As folhas da murta foram adicionadas à água na última (7ª) elevação da cabeça no manual tahara Sefárdico tradicional (ensinando o ritual para a lavagem de mortos).
Usam-se também ramos e folhas de murta mirra/ Hadass no lulav, durante a festividade judaica do Sucot e durante o ciclo do Marabaixo, festa folclórica típica do estado do Amapá.

Fotos de Arnaldo Silva - Fonte das informações: Wikipédia

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