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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Expectativa de vida antigamente e hoje

(Por Arnaldo Silva) Nossos antepassados viviam bem. A maioria da população brasileira vivia no meio rural, até os anos 70. Com a migração para as cidades, houve a inversão. Hoje cerca de 80% da população brasileira vive nas cidades.
A foto acima, do José Ronaldo, mostra à esquerda o "Seu" Antero, morador da Zona rural de Itinga MG, Vale do Jequitinhonha conversando com seu amigo de 83 anos. "Seu" Antero tem 110 anos completos e ainda faz o que sempre gostou de fazer na vida, trabalhar na roça. Planta feijão, milho, cuida de horta e de gado e ainda tem planos para o futuro.
          As pessoas que viviam na zona rural antigamente tinham uma vida boa. Viviam do fruto de seu trabalho, comiam o que plantavam. Se alimentavam muito bem.Todas as casas antigamente, seja urbana ou rural, tinham quintal com horta, pomar e galinheiro. Muitas das vezes, chiqueiros.
          As galinhas se alimentavam de milho. As plantas eram adubadas com esterco orgânico, retirado diretamente do curral. O gado comia capim, farelo de milho e cana, também sal mineral. Tudo natural.
Café era colhido e torrado na propriedade e moído na hora. O feijão ressecado no quintal. Plantavam arroz, mandioca, tudo sem nenhum tipo de agrotóxico.
          Alimentavam-se bem, dormiam bem, tinham vida tranquila, sem TV e suas informações pesadas. Encontros de famílias eram constantes e as comidas eram naturais, preparadas em casa. Não existia antigamente padarias, lanchonetes, fast food e nem refrigerantes com a facilidade que se tem hoje. Mas a expectativa de vida do povo nessa época era em torno de 50 anos. O povo se alimentava bem, mas vivia pouco.
          No século 21, o povo vive mais. A expectativa de vida hoje é em torno de 75 anos aqui no Brasil.
Mesmo vivendo mais que antigamente é reconhecido por todas as organizações de saúde e ambientais do mundo que nos alimentamos mal e adoecemos por causa disso. A obesidade é uma doença crônica. Perceba fotos antigas. Raro ver alguma pessoa gorda no meio. Hoje não.
          O diabetes e suas complicações crescem assustadoramente, principalmente entre crianças e adolescentes. São enormes as opções contendo açúcares hoje como refrigerantes, iogurtes, doces, chocolates e dezenas de produtos industrializados, todos açucarados a disposição nos supermercados.
          Colesterol alto, problemas renais e cardíacos, dentre outros são comuns hoje. No tempo de nossos avós não.
          Antigamente o povo se alimentava bem, com alimentos naturais e viviam menos e hoje, o povo se alimenta basicamente de produtos industrializados e frutas, verduras e legumes repletos de agrotóxicos, mas mesmo assim, vive mais.
          Muitos perguntam:por quê? Esse fato tem alguma ligação com os dias de hoje? Não, não tem nada a ver.
          Os naturalistas, ambientalistas e Ongs defendem a volta das hortas nos quintais. Eu defendo também. A OEA também recomenda e todos os órgãos sérios no mundo lutam para que seja reduzido o número de agrotóxicos na agricultura, ou proibi-los de vez. Os agrotóxicos adoecem a população e a maioria deles têm substâncias cancerígenas já comprovadas.
          Os que são a favor dos agrotóxicos e industrializados alegam a necessidade e comodidade dos produtos já prontos. Além da geração de empregos, impostos, etc. Muitos são até irônicos ao comparar hoje, com ontem e sempre dizem assim: “Se antigamente era tão bom, porque morriam cedo? Não tinha agrotóxicos naquela época e nem produtos industrializados”
          Agora vou responder o porquê.
          Viver menos antigamente não tem nada a ver com alimentação, mas morrer e ter doenças hoje tem a ver com alimentação.
          Hoje as pessoas morrem e adoecem devido a hábitos alimentares errados. Antigamente não. Câncer, diabetes, colesterol alto, doenças hepáticas e renais são comuns hoje. Antigamente não, existiam, mas não da forma que vemos hoje.
          A medicina hoje é avançada, antigamente era atrasada. A ciência hoje é bem avançada, antigamente não. A vida antigamente era tão rudimentar que na maior parte do Brasil nem energia elétrica existia. Escolas eram pouquíssimas. Poucos tinham acesso a estudos. Quem conseguia estudar, fazia no máximo o 4º ano de Grupo. Com isso tinham poucos conhecimentos e devido ao atraso tecnológico, quase que nenhum acesso a informações.

          Hoje a ciência desenvolveu muito e todos os dias surgem novas tecnologias e acesso a elas bem como um leque enorme de informações, o que possibilita melhor qualidade de vida às pessoas.
          No sertão, no interiorzão do nosso Brasil, era raro médico e poucas cidades tinham hospitais. Farmácias eram poucas. Remédios eram caríssimos, para um povo que mal tinha salário. E as doenças matavam por falta de médico, remédios e políticas adequadas para informar as pessoas sobre cuidados para com a saúde e higiene.
          Boa parte das doenças que matavam antigamente, hoje tem cura. A medicina avançou muito nos últimos 30 anos.
          A expectativa de vida antigamente, até os anos 60 no Brasil, era 50 anos. Morria-se por lepra, tuberculose, sarampo, coqueluche, varíola, tétano, paralisia infantil, doença de chagas. Pode acreditar, gripe e até simples vermes matavam também.
          A falta de informação, de remédios, de médicos, de hospitais e doenças incuráveis na época, juntando com a falta de saneamento básico, contribuíram para uma expectativa de vida baixa naqueles tempos.
          Hoje temos informações, remédios de graça, mais médicos, hospitais, postos de saúde e boa parte das doenças que mais matavam antigamente, como lepra e tuberculose, são curáveis hoje.

          A doença de Chagas, que era a mais comum no interior do Brasil e encurtava a vida das pessoas, hoje tem controle e a pessoa que tem a doença hoje, pode viver normalmente. Antes, quem tinha chagas, dificilmente passava dos 50 anos.
          Deu para entender? Antigamente algumas pessoas viviam menos, devido ao atraso tecnológico, falta de informação, falta de hospitais e falta de políticas de saúde governamentais adequadas.
          Hoje a expectativa de vida é maior devido ao avanço da medicina, da ciência e tecnologia, que se desenvolveu muito e assim foram surgindo remédios mais eficazes contra doenças, bem como a cura definitiva para outras que matavam, como por exemplo a lepra e tuberculose.
          Os hospitais hoje são mais equipados, bem como os postos de saúde e o atendimento público de saúde está bem melhor e temos mais profissionais da saúde, comparando-se com o do século passado.
          Mesmo com uma vida difícil, boa parte da população no século passado superava os 70, 80, 90 e até 100 anos. Quem tinha a sorte de não adquirir doenças, tinha uma vida muito boa e saudável.
          Hoje a expectativa de vida aumentou e com ela as doenças. Câncer, problemas renais, hepáticos, cardíacos, diabetes e outras doenças são comuns hoje, principalmente o câncer. Essas doenças surgem, por fatores genéticos e como falei acima, por causa de uma alimentação errada, rica em conservantes, açúcares, carboidratos e agrotóxicos.
          E o caminho para evitar essas doenças e ter uma vida longe de remédios e médicos é unânime entre os especialistas: uma alimentação rica, sem agrotóxicos, com produtos naturais, sem açúcar, sem gordura, sem adição de conservantes. 

          Viver a vida que nossos antepassados viviam, se alimentando do que produziam. 
          Siga esse caminho. Procure uma vida saudável, pratique esportes. Vamos voltar ao estilo de vida antigo. Vamos fazer horta e pomar nos nossos quintais. Plantar a nossa comida. Com certeza, teremos saúde e não vamos precisar de médicos tão cedo.
          Dê preferência a alimentos orgânicos, evite refrigerantes, sorvetes, enlatados, frituras. Sucos, frutas, verduras, orgânicas devem fazer parte de seu cardápio diário. Praticar esportes, dormir bem, pelo menos 8 horas por dia, interagir com o meio ambiente, com os animais te fará bem.
          Prolongue os dias de sua vida com muita saúde. Leve uma vida natural.

domingo, 6 de novembro de 2016

Flores e folhas no chão não é lixo

Basta as flores nas praças e ruas começarem a cair que a Prefeitura já manda os garis varrerem e recolherem as folhas e flores que formam um tapete no chão. Os moradores também fazem isso.
Exceto em caso que as folhas e flores ao chão podem entupir bueiros, é totalmente errado retirar as flores do chão. Uma completa ignorância sobre o ciclo natural da natureza.
Flores e folhas ao chão aos poucos se desmancham pela ação de micro organismo que depois são mineralizadas por fungos e bactérias que por fim enriquecem o solo. Esse é o ciclo da natureza.
As árvores florescem, seus frutos, brotos, folhas e flores caem e se decompõem. Por fim fertilizam os solo. Mas infelizmente, por desconhecimento ou por ignorância visando apenas aparência estética, esse ciclo é quebrado.
Essa imagem ai é da Praça do Rotariano no bairro São Vicente, em Bom Despacho MG. Não ficou um dia no chão. Lá estavam os garis enchendo enormes sacos com as flores. Perde a natureza o solo ficou sem seus nutrientes, empobrecendo-o mais ainda. Todos os anos essa cena se repete.
Flores de Jambo Rosa ao chão em Dores do Indaiá MG
Essa prática constante, de quebrar o ciclo natural da natureza, gerará consequências futuras. Como o solo não está recebendo os nutrientes necessários, se enfraquecerá, ficará pobre em nutrientes, produzirá menos e consequentemente surgirão rachaduras no solo. Em anos, o solo acabará ficando estéril.
Praça Clarimundo Carneiro em Uberlândia MG. Foto de Eduardo Afonso
Se por exemplo, fizer isso constantemente em seu quintal, o empobrecimento do solo acarretará em surgimento de rachaduras, o que poderá comprometer a construção próxima.
Planta é um ser vivo e com todo ser vivo, precisa de nutrientes, bem como o solo. Nós seres humanos precisamos de nutrientes, sem eles nosso corpo enfraquecerá e morrerá por falta de nutrientes. O mesmo se dará com o solo. Retirando os nutrientes naturais, estará matando o solo.
Não retire as folhas, flores e frutos do chão. Deixe-os lá, quietos. É o ciclo normal da natureza. Não quebre esse ciclo. Arnaldo Silva

domingo, 23 de outubro de 2016

O que significa manchas nos troncos das árvores?

          As manchas e líquens que vemos nas árvores são confundidas com doenças e muita gente, por desinformação, pensa ser essas manchas e líquens prejudiciais às árvores e muitas das vezes, retiram os líquens e as manchas, raspando-as. Um erro grosso, por pura desinformação porque não fazem mal algum às árvores, não as prejudica em nada. 
          Essas manchas e líquens são fenômenos normais da natureza. Elas se formam nas árvores e pedras das cachoeiras. Começam na cor amarela, depois ficam com a cor uma cor de ferrugem e depois ficam vermelhas. Acabam colorindo as árvores e pedras.
Mas sabem porque os fungos, líquens e manchas aparecem nas árvores e pedras? Por que elas são sensíveis a poluição ou seja, elas só se desenvolvem em locais sem poluição.
          Onde você vê essas manchas nas árvores, tenha certeza, a poluição no local é ZERO.
          Nas grandes cidades as manchas são difíceis de se ver, devido a poluição, no interior, podemos ver muitas.
Se a árvore de sua rua ou praça está assim, cheia de manchas e líquens, não se preocupe, ao contrário, fique satisfeito, sinal que na sua rua ou na sua praça não tem poluição. (Por Arnaldo Silva)

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Entenda porque outras aves vivem na casa do João de Barro

(Por Arnaldo Silva) Sempre são exibidas imagens de outras aves ocupando as casas do João de Barro que trabalha tanto e vem outras espécies e ocupam a casinha deles.É o que todos pensam e mostram em fotos, como estas. Mas será isso verdade? (foto abaixo de Raul Moura)
     Não, não é verdade.
     O João de Barro leva em média 60 dias para fazer sua casinha. Depois de pronta, ele se muda e lá fica. Vocês pensam que depois da construção ele fica descansando, curtindo a casinha?
Nada disso, começa a construir outra no dia seguinte.
O João de Barro constrói sua casa para sua próxima ninhada. Na casa nova, fica no máximo até os ovos chocarem e os filhos poderem viver sozinhos ou no máximo por uma estação. 
(foto abaixo de Paulo Santos)
     É o tempo que ele leva para fazer outra casa. E assim se muda para ela. 
     Esse ciclo é repetido constantemente. Ele não para de trabalhar.
As outras espécies de aves, entre elas os periquitos, tuins, canários-da-terra, só se aproximam da casa do João de Barro quando esta está abandonada. Somente quando o João de Barro já fez sua outra casinha. Ave nenhum ocupa ou invade o habitat dos outros. A natureza tem suas leis e estas são respeitadas. 

A curiosa construção do João de Barro

Você irá se surpreender com essas descobertas!
Foto acima ilustrativa, de autoria de Maria Mineira em São Roque de Minas
Daniel Carbajal Solsona que vive no Uruguai fotografou todos os momentos que um casal de João-de-barros ou Forneiros, como também são chamados, demorou a construir o seu ninho pegado a uma janela de uma casa no piso abaixo de onde ele morava.
Foram precisas 600 fotografias para mostrar todo o processo da construção do ninho. Observou durantes 60 dias o trabalho diário do casal;

-Começam a trabalhar as 7 hs da manhã, pausavam ao meio dia, retornavam e paravam o trabalho por volta das 17 hs. Trabalhavam entre 8 a 10 horas por dia.
- Trabalhavam de segunda a sábado.
- Observou que o casal nunca aparecia aos domingos para trabalhar.
Concluindo: O João de Barro leva em média 60 dias para fazer sua casinha, trabalhando de segunda a sábado de 7 às 17 hs e folgando aos domingos.

Fonte: Pps” Horneros Urbanos “, de Daniel Carbajal Solsona

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Aprenda a cultivar horta, usando troncos

Quem tem problemas de artrose nos joelhos e problemas de coluna não pode de jeito nenhum ficar levantando e abaixando todo instante. Isso impede de fazer certas coisas simples do dia a dia, como por exemplo, cuidar de uma horta.

Essa dica facilita em muito o trabalho de quem gosta de contato com a natureza e de cultivar hortaliças em casa, mesmo com problemas de coluna ou artrose nos joelhos. Esse dica é adequada para quem tem esses dois problemas citados.

A dica é fazer horta suspensa, usando apena troncos de palmeiras ou bambu.

É bem simples:
- Faça um corte no tronco das palmeiras ou bambus, deixando partes laterais e os fundos nas pontas intactos, para a terra não escorrer quando molhada. 
- Retire a polpa.
Faça uma armação para fixar os troncos. Pode ser troncos de bambu ou galhos de árvores, em forma de Y.

- Coloque os troncos sobre a armação em y, amarre bem com arame, coloque terra e por fim, plante suas hortaliças preferidas.

Simples, prática,ecológica e não suja, além de não dar muito trabalho. 

(foto ilustrativa sem autoria identificada)

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